Acho que já contamos como a ludoteca é legal. Cheia de jogos, com espaço para várias mesas, e cheia de...jogos! Ontem ela estava especialmente cheia. Não só de jogos, mas de gente. Eram umas oito mesas jogando. E nós cinco ocupando uma delas.
O plano de experimentarmos a tríade El Grande, Hymalaia e Caylus foi por água abaixo. (ps Tânia: nunca foi meu plano jogar estes três seguidos. Acho que o povo precisa de umas coisinhas mais leves no meio). É claro que eu não imaginava jogar os três seguidos, Tânia... Mas, enfim. Foi por água abaixo porque o Caylus estava emprestado e eles não têm a expansão do Hylamaia... Domage.
Começamos com El Grande, que fez sucesso! Uhu! Tânia e eu jogamos muito, muito mal. E, no fim, brigávamos para não ficar em último. Veja só, apresentamos um jogo e levamos uma surra da russa...que vexame. Marina, a vencedora, disse que é um jogo tenso, talvez tenso de mais pra ela. Mas até que gostou. O clássico de Kramer e Ulrich também agradou ao público masculino. No fim, Ítalo ficou com o segundo lugar, seguido de Yannick, Tânia (eu) e eu (Bel). Até que nós quatro ficamos bem perto, mas a Marina deu a volta no tabuleiro.

O seguinte foi uma sugestão de Marina. Na verdade, sugestão de um amigo do trabalho dela. Assim, jogamos Du Balai!, de Bruno Cathala e Serge Laget. Leitura rápida das regras e c'est partie para uma volta de vassoura. Na verdade, trata-se de uma corrida de peões (ou de bruxas). O mecanismo é simples. Nove dados contendo diferentes símbolos em duas cores são jogados dentro da caixa aberta do jogo, no centro da mesa. Todos devem tentar memorizar, o mais rápido possível, quais os símbolos que aparecem em somente uma das cores (ou seja, aqueles comuns aos laranjas e pretos são considerados não válidos. O jogador deve então memorizar todos os dados pretos ou laranjas que restarem). O primeiro que acha que já os memorizou, fecha a caixa. Todos devem, então, mostrar simultaneamente os símbolos que acreditam válidos para uma das duas cores. Cada acerto faz as vassouras avançarem.

Ou seja, o jogo é de atenção, agilidade e memória visual (Bel: Perrrdi!). O Yannick logo de cara resolveu impor um ritmo frenético à partida, fechando a caixa após poucos segundos. Devo dizer que sua estratégia não foi lá brilhante e ele recuava mais do que avançava, mas fez o jogo ficar bem mais divertido. O fim foi uma corrida entre Italo e eu (Tânia) que acabei vencendo por muito pouco.
Para terminar a noite, pedimos algumas sugestões de jogos para cinco pessoas, mas os caras da ludoteca não estavam lá muito animados - eles estavam jogando - para nos explicar Endeavor (da próxima vez farei o dever de casa: lerei as regras antes de ir pra lá.). Assim, ficamos entre Amun-Re e Puerto Rico... Pois é, duas opções beeem cabeçudas e um tanto polêmicas. Sim, porque o jogo do Knizia é excelente, mas demora, além de ter um mecanismo pas évidant, e a gente não lembrava das regras (gente, leia-se Tânia). Assim, perderíamos muito tempo para ler (ou seja, lembrar) e explicar. Optamos pelo Puerto Rico, não exatamente a escolha mais fácil. Até porque, como sabemos, o jogo não fica tão bom com cinco pessoas. Ele é melhor com três ou quatro. Mas, paciência (mas eu achava que o Ítalo já estava preparado e ele já tinha demonstrado, em vários momentos, curiosidade para jogar o número 1 do BGG. Até porque, ele mal começou a jogar e já estava fuçando o site para conhecer mais jogos).
Aprendemos a lição: antes de ir, temos que ler as regras de alguns jogos que gostaríamos de testar porque os animateurs (os caras que ajudam o público e explicam as regras) acabam se ocupando demais de algumas mesas e de menos de outras...
Puerto Rico acabou sendo o declínio da noite. Não fez sucesso na mesa. Foi lento e com pouca emoção. Fora que a galera já estava com sono (saímos de lá às 3h). E eu, sinceramente, cada vez que jogo, tenho mais certeza de duas coisas: que não entendo esse ranking do BGG e que não curto Puerto Rico! Pronto, falei.
Acho que a culpa nem foi tanto do Puerto Rico. Acho que deveríamos ter escolhido algo mais leve para o fim da noite. Depois pensei que Modern Art tería sido perfeito: mais interação e agilidade para acordar a galera.
Mas, vivendo e aprendendo. Da próxima vez (infelizmente só em junho!!!), iremos preparadas!
Tânia et Bel
Fotos extraídas do site www.boardgamegeek.com