terça-feira, 16 de janeiro de 2007

2007, o Ano do Crocodilo


Amigos,

Finalmente foi liberado o arquivo de fotos do nosso Réveillon com jogos. As fotos não-joguísticas do evento eu não vou postar aqui, porque mostram pessoas lamentavelmente bêbadas, dançando "I will survive", fazendo origami e consumindo tóxico com pessoas de outras gerações. Infelizmente não há registros do Mykerinos, do Razzia, do Skt. Petersburg, do Tigris, do memorável Siena, do Shadows (que vencemos!) nem das muitas partidas de Hive. Mas temos as seguintes fotos:



Xo Dou Qi (Do Shou Qi segundo o BGG), a vedete da temporada. Todos acabaram dando uma chance aos bichinhos da floresta. Também, com umas peças tão lindinhas, como resistir?



O dono do jogo se apressa para defender sua toca nos momentos finais da partida. Mas não tem jeito: um único engano põe abaixo o esquema das peças claras. O tigre (jaguatirica) comemora o triunfo, enquanto o elefante desatento contempla seu erro.
















Firenze, Malmö, Lisboa, Oslo. Olhos apreensivos aguardam o estouro da bomba. Estamos no segundo round, notem pelo placar o que aconteceu no primeiro.




Os uisqueiros também jogam Thurn und Taxis. Me passa o gelo e a carroça 5, por favor?




Maharaja pra se despedir... e até a próxima viagem ao Rio. Mandei já algumas fotos para o BGG, dêem uma olhada no meu perfil depois. E pra terminar, como não podia deixar de ser...

Uma foto da Maroca no Vale dos Catchauros!!!

Beijos e até mais,
Manti

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Mais uma bola dentro da Days of Wonder

Para aqueles que pensam que vou falar sobre o Battle Lore lamento desapontá-los mas vou tratar de "jogo velho" porém novo para mim, pois o objetivo é comentar o Cleopatra and the Society of Architects.

O jogo surpreendeu porque não esperava que servisse como um gateway, mas alguns amigos non-gamers em visita a minha casa em São Paulo viram a caixa, tiveram a atenção despertada e pediram para jogá-lo.

Assim abandonei meus planos de sequência de jogos e atendi aos desejos das visitas, o que foi uma satisfação para todos: joguei minha segunda partida e pude avaliar melhor o jogo enquanto os meus convivas adentraram no mundo dos jogos com uma experiência divertida.

O conceito do jogo é simples: coletar recursos (cartas) que são trocadas por peças, as quais são inseridas no palácio, com o que o jogador ganha dinheiro e quem tiver mais dinheiro, ao final do jogo, vence.

Seria muito inocente se não fosse um detalhe: no afã da construção o jogador é levado a se corromper para obter facilidades e quem for mais corrupto, mesmo que seja o mais rico, não será sagrado o vencedor mas sim atirado aos crocodilos.

Resumidamente no seu turno o jogador tem duas opções:

1. ir ao mercado para comprar cartas; ou
2. ir a pedreira para tomar as peças que irá construir

As cartas no mercado são dispostas em três colunas, para pegar as cartas basta escolher uma coluna e tomar todas as cartas que ali estiverem, após o que o jogador pega 3 cartas do monte e coloca uma cada coluna, incluindo a coluna que ele esvaziou. Desta forma, no final do turno, serão duas colunas com uma carta a mais e uma coluna com uma única carta.

O detalhe é que as cartas são misturadas pois metada das cartas é embaralhada com a face para baixo e a outra metade com a face para cima. Desta forma há uma incerteza sobre o que pegar. E essa incerteza é agravada pela questão que ao estourar o limite de 10 cartas na mão o jogador é obrigado a realizar a seguinte escolha:

a) ganhar 1 pto de corrupção e se livrar do excedente; ou
b) manter o excedente ao custo de 1 pto de corrupção por carta

Isso obriga a todos a realizarem um constante gerenciamento da mão em contraponto ao que existe disponível no mercado e no que resta a ser construído. Logo, um jogador excessivamente cauteloso quanto à corrupção terá menos dinheiro enquanto outros, embora correndo o risco da corrupção estarão fazendo fortuna. Para azar do nosso amigo cauteloso apenas um destes ambiciosos construtores morrerá.

Em tempo: na partida de 2 jogadores não há morte mas apenas uma penalidade em dinheiro para o mais corrupto.

Assim, saber dosar a corrupção a ser ganha bem como gerenciar os recursos para otimizar suas fases de construção e fazer mais dinheiro é a chave do jogo, o qual funciona muito bem em qualquer número dos jogadores possíveis.

A partida é dinâmica pois eventualmente as rodadas são muito rápidas quando seguidas de idas sucessivas ao mercado, mesmo a fase de construção não é das mais demoradas pois todo o tabuleiro é muito bem organizado, facilitando muito a jogabilidade.

Consideraria o jogo como de peso médio. Em quatro ou cinco jogadores ele pode demorar no máximo duas horas.

Dado o sucesso do Cleopatra estou tentado a dar uma oportunidade para o Pirate's Cove na minha coleção :-)

Ah, quem quiser saber mais detalhes sobre o jogo pode dar uma olhada no www.boardgameswithscott pois nosso simpático barbudo fez um "video-review" sobre este jogo.

abs

Stein

sábado, 6 de janeiro de 2007

A primeira grande jogatina de 2007

No já tradicional encontro de sexta feira, tivemos diversas estréias e nos divertimos a valer.

Começamos com o Factory Fun que não é do Friedman Friese, embora tenha todas as características para sê-lo. Um dos detalhes mais curiosos do jogo é o sistema de leilão: todos os jogadores revelam simultaneamente uma fábrica, todos olham e pegam aquela que for de sua escolha. O método de decisão não é dinheiro ou pontos, mas rapidez: quem pegar primeiro leva.

Finalmente estreei o meu Samurai e achei o jogo muito bom, enxuto e, pra variar (afinal falamos de Knizia) uma regra de determinação do vencedor bem original. Pra variar as regras são explicadas em 5 minutos. O knizia é fogo.

Com a chegada de mais convivas passamos para um divertídissimo Cash and Guns. O Cacá já havia comentado mas na verdade eu não havia dado pelota: mordi a língua, o jogo é farofa total mas é bom. Foi o que rendeu as maiores risadas.

Dividimos as mesas e partimos para Fury of Dracula e Perikles. Fiquei no segundo já que não sou fã de jogos cooperativos. Este novo joguinho do Martin Wallace tem diversos elementos diferentes e no todo o jogo é muito bom, embora o sistema de combates complique um pouco no início e os dados eventualmente contra podem chatear num primeiro momento. Merece outras partidas e talvez desbanque o Tempus como o meu Wallace preferido.

Na sequência, com a partida de alguns, fomos para a sessão de jogos de corrida, Ave Caesar e Cleveland-Detroit Grand Prix. O primeiro permite um controle maior do seu ritmo, o segundo já é mais caótico mas é um Kramer. Temos um leilão e uma corrida num ritmo muito interessante.

Ainda emendamos um Asterix por minha insistência, talvez não seja um dos jogos mais indicados para uma platéia mais gamer ou de pessoas não tão enfronhadas no universo dos quadrinhos, eu me diverti, quanto aos outros já fiquei na dúvida.

Enquanto já arrumava as coisas o pessoal ainda encontrou ânimo e disposição para terminar com mais uma partida de factory fun.

Foi uma excelente noite.

abs

Stein