Após um grande período de fome, um casal no centro da Europa resolve melhorar sua fazenda, plantando legumes, trigo e criando animais. Conforme a prosperidade acontece e a chegada dos filhos, a casa vai aumentando e ficando mais bonita e...acaba o jogo.
Esse é o mote do Agricola. Não é empolgante, mas o processo todo é. Embora o tema seja broxante, o jogo é sensacional, merece esta galgada meteórica para o primeiro posto do BGG. Talvez o grande mérito do jogo seja aliar como poucos os elementos de um autêntico jogo no estilo europeu com a variedade de um típico jogo americano.
A rejogabilidade é imensa, bem como o prazer e a sensação gostosa de fritar o cérebro por algo não produtivo, apenas pelo simples prazer de fazê-lo. Após mais algumas partidas reconheço que mãos melhores ou piores, bem como cartas mandrake podem gerar um problema no balanceamento de forças do jogo, mas ei, lute com as armas que você tem, faça do seu gato um cão de caça, do limão, a limonada.
Qualquer quantidade de jogadores permitida pela regra encaixa muito bem, só não tentei ainda com apenas dois jogando. A tendência do jogo é acelerar conforme as pessoas adquiram experiência e realmente ficar na previsão do fabricante, de 30 min por jogador.
Para falar a verdade não pretende me estender muito, porque já andei escrevendo sobre o Agricola recentemente...então aproveite o blog e leia um pouco mais dos posts anteriores...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Um jogo para Gregos, nórdicos e egipcios
Se você é menino, continue lendo este post. O Age of Mythology é o Mundo da Barbie dos garotos: tema ligado à fantasia (mitologia), repleto de miniaturas variadas e cartas com ilustrações bacanas é um apelo lúdico enorme para o Joãozinho que ainda existe em você.
O jogo é demorado, um pouco difícil para explicar e com uma influência desmedida da sorte. Mas eu adoro. Para aqueles que pensam o jogo como um processo, onde cada rodada é decisiva, esqueçam o AoM: tudo pode ser decidido numa única rodada, e geralmente é a última do jogo.
As críticas que considero procedentes em relação ao jogo são aquelas relativas ao sistema de combate: ele é simples, mas pode se tornar extremamente demorado, cansativo e demasiadamente influenciado pela sorte. Recomendo tentar logo de kra algumas das inúmeras alternativas postadas no www.boardgamegeek.com Pessoalmente prefiro a 2d6 + x.
De resto, vale destacar que o jogo tem alguma influência dos jogos europeus, com mecânicas interessantes na sua execução. Sistema de ações definidas por cartas, que podem conter privilégios ou não, eventos selecionáveis para geração de recursos, opção de seleção de tiles após múltiplo sorteio, enfim tem elementos interessantes que vão além da mera rolagem de dados e coleta de recursos para desenvolvimento de personagens.
Até agora só vi o jogo funcionar em 3, por isso imagino que a única outra hipótese viável seja a de 6 jogadores, com a formação de 3 duplas, cada uma com uma civilização. Vale dizer que cada civilização tem uma característica diferente e nenhuma sobressai em relação à outra.
No final é um jogo de qualidade média, mas que devido ao tema, à produção caprichada e alguns elementos interessantes, principalmente no gerenciamento de cartas, acaba se tornando um bom jogo.
O jogo é demorado, um pouco difícil para explicar e com uma influência desmedida da sorte. Mas eu adoro. Para aqueles que pensam o jogo como um processo, onde cada rodada é decisiva, esqueçam o AoM: tudo pode ser decidido numa única rodada, e geralmente é a última do jogo.
As críticas que considero procedentes em relação ao jogo são aquelas relativas ao sistema de combate: ele é simples, mas pode se tornar extremamente demorado, cansativo e demasiadamente influenciado pela sorte. Recomendo tentar logo de kra algumas das inúmeras alternativas postadas no www.boardgamegeek.com Pessoalmente prefiro a 2d6 + x.
De resto, vale destacar que o jogo tem alguma influência dos jogos europeus, com mecânicas interessantes na sua execução. Sistema de ações definidas por cartas, que podem conter privilégios ou não, eventos selecionáveis para geração de recursos, opção de seleção de tiles após múltiplo sorteio, enfim tem elementos interessantes que vão além da mera rolagem de dados e coleta de recursos para desenvolvimento de personagens.
Até agora só vi o jogo funcionar em 3, por isso imagino que a única outra hipótese viável seja a de 6 jogadores, com a formação de 3 duplas, cada uma com uma civilização. Vale dizer que cada civilização tem uma característica diferente e nenhuma sobressai em relação à outra.
No final é um jogo de qualidade média, mas que devido ao tema, à produção caprichada e alguns elementos interessantes, principalmente no gerenciamento de cartas, acaba se tornando um bom jogo.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
E no conforto de 221B Baker Street...
O endereço do Sherlock virou Scotland Yard no Brasil...são idiossincracias tropicais..., mas enfim...
Bem, o jogo tem uma idéia interessante, resolver um mistério, coletar pistas a partir da historinha de um assassinato, o tabuleiro simulando a cidade de Londres, tudo é muito bacana, mas o jogo é ruim no final.
Ruim porque as pistas constituídas por montagem são dose: pista do assassino em duas partes...A parte dedutiva é muito fraca. Fora que não existem alternativas de rota, vira uma mera corrida de dados para coletar as informações e acabou.
O jogo seria muito mais interessante se todas as pistas fossem realmente pistas. Alguém que viu, outro que mentiu, um testamento que só um conhecia, o amor platônico e doentio do vizinho, a inveja psicótica do sócio, o álibi não corroborado, o recibo de uma substância química e por aí vai...
Além disso, seria muito mais engraçado que os lugares fossem ficando mais difíceis de conseguir a pista ou que houvesse uma randomicidade na chance de conseguir pegar a pista nos locais...
Enfim, foi uma idéia muito legal que se perdeu um pouco na execução. Não conheço as regras do original, joguei apenas com as regras da Grow. Ainda assim a Érika adora, então de tempos em tempos, como bom marido, submeto-me à tortura.
Bem, o jogo tem uma idéia interessante, resolver um mistério, coletar pistas a partir da historinha de um assassinato, o tabuleiro simulando a cidade de Londres, tudo é muito bacana, mas o jogo é ruim no final.
Ruim porque as pistas constituídas por montagem são dose: pista do assassino em duas partes...A parte dedutiva é muito fraca. Fora que não existem alternativas de rota, vira uma mera corrida de dados para coletar as informações e acabou.
O jogo seria muito mais interessante se todas as pistas fossem realmente pistas. Alguém que viu, outro que mentiu, um testamento que só um conhecia, o amor platônico e doentio do vizinho, a inveja psicótica do sócio, o álibi não corroborado, o recibo de uma substância química e por aí vai...
Além disso, seria muito mais engraçado que os lugares fossem ficando mais difíceis de conseguir a pista ou que houvesse uma randomicidade na chance de conseguir pegar a pista nos locais...
Enfim, foi uma idéia muito legal que se perdeu um pouco na execução. Não conheço as regras do original, joguei apenas com as regras da Grow. Ainda assim a Érika adora, então de tempos em tempos, como bom marido, submeto-me à tortura.
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