segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Race for the galaxy: aposentando o San Juan

No final deste ano surgiram algumas oportunidades extras para jogatinas em virtude de feriados e alguns dias inesperadamente tranquilos em termos de trabalho para alguns de meus parceiros habituais.

Com isso tive oportunidade de jogar algumas vezes o Race for the Galaxy, a maioria delas em duas pessoas, mas ainda assim tive a certeza de estar diante de uma jóia rara e, certamente, de um dos melhores jogos de carta já feitos.

A seguir traço um paralelo com o SJ, trazendo algumas diferenças e semelhanças e, eventualmente, apontando algumas remissões ao Puerto Rico, porque o RftG lembra muito mais o PR do que o SJ.

SEMELHANÇAS

a) Ambos tem em comum que a "moeda" em circulação no jogo são as próprias cartas: bens que produzo são cartas viradas para baixo e cartas que pago o custo para descer na mesa são cartas descartadas da mão.

b) O esquema de cartas na mesa, basicamente é o mesmo: há uma divisão em dois tipos; enquanto no SJ temos plantações e edifícios, no RftG temos planetas e tecnologias (olha o tema já fazendo diferença mesmo na semelhança).

c) Ambos utilizam a mecânica de seleção de papéis, conferindo a quem selecionou determinado papel um privilégio. No entanto, o feeling da seleção no RftG é muito diferente. A semelhança reside unicamente no princípio.

d) Ambos contabilizam os pontos de vitória das cartas na mesa assim como o número de cartas na mesa (12) determina o fim do jogo, mas o RftG tem alguns acréscimos que, neste ponto, são herança do Puerto Rico, conforme será explicado adiante.

e) Ambos são extremamente versáteis, jogam bem com qualquer número dentro daquele permitido, ou seja, de 2 a 4 jogadores.

DIFERENÇAS

1. Seleção de Papéis

O RftG oferece a cada jogador um set idêntico com as 5 (cinco) opções de ação. Durante a fase de seleção cada jogador escolhe secretamente uma de suas cartas e todos revelam simultaneamente as respectivas escolhas, tornando disponível para todos os jogadores as respectivas ações. O detalhe é que no momento em que a ação estiver sendo executada por todos os jogadores, o jogador que escolheu a respectiva carta terá, adicionalmente, direito ao privilégio correspondente.

É importante ressaltar que as ações NÃO SE REPETEM, ou seja, se alguém escolheu a mesma ação que outro jogador, essa ação não será executada duas vezes, apenas uma. Todavia, os jogadores que escolheram a ação terão o direito ao privilégio. Eventualmente pode ocorrer que das cinco ações disponíveis num turno apenas uma seja efetivamente executada.

Logo, as opções que se oferecem ao jogador são inúmeras, porque ele sempre tem a certeza de executar a ação necessária à sua situação no jogo. Há também um elemento de risco para tentar maximizar a sua jogada, contando que o adversário escolha determinada ação para que a sua própria esteja livre para avançar ainda mais no jogo.

Não há a possibilidade de marcação previsível como no SJ e no próprio Puerto Rico, procurando travar o jogo do outro, mas, em contrapartida, o RftG exige do jogador um timing de seleção dos próprios papéis para que ao mesmo tempo em que se faz o próprio jogo também não se beneficie demais os oponentes.

2. Pontos de Vitória

Além dos próprios pontos inscritos na carta, no RftG os jogadores tem a opção de enviar os bens produzidos em seus planetas para outros planetas a fim de que estes bens sejam consumidos. Esse consumo pode carrear ao jogador pontos de vitória e cartas para a mão. Aqui há uma proximidade com o "ship load" do Puerto, embora não tão restrito como neste, pois se tenho um bem e tenho um planeta com aptidão de consumo, basta que ocorra no turno a fase de consumo para que eu ganhe os benefícios do consumo.

Em relação aos pontos de vitória e uma estratégia para consegui-los o RftG traz uma variação interessante, na medida em que os bens produzidos (são quatro tipos) contam dentro do baralho com a respectiva estratégia em combos individualizados ou em combinações com os outros bens.

Seria o caso de fazer uma estratégia do "café" ou uma estratégia do "açúcar combinado com o indigo" no próprio San Juan ou mesmo no Puerto Rico. Tudo dependerá da sua mão inicial, pois você terá a opção de ir montando sua estratégia com as cartas que forem sendo adquiridas.

Vale dizer que a estratégia de produção e comercialização não é única (ainda que essa contenha no mínimo 4 caminhos, considerando apenas os bens), pois ainda há a possibilidade de uma estratégia militar, com a conquista de mundos militares e militares rebeldes.

Trata-se de uma adição do RftG: como no SJ para descer cartas você precisa pagar o custo respectivo com cartas da própria mão. No entanto, alguns mundos não podem ser "colonizados", ou seja, pagos com cartas, mas sim conquistados. A conquista funciona com bônus militares de cartas na mesa: se tenho um total de 4 pontos e esse total é igual ou superior ao do mundo que pretendo conquistar, simplesmente o coloco na mesa sem pagar custo algum.

Também vale frisar que, tal como no Puerto Rico, uma das condições de final do jogo é o esgotamento dos pontos de vitória disponíveis na forma de tokens específicos. O que também adiciona uma outra estratégia ao jogo.

3. Identificação Visual

No RftG todas as cartas possuem uma coluna em sua lateral com um bônus aplicável em determinada fase do turno, correspondente às cinco ações disponíveis. Logo, se o bônus da carta é aplicável à ação 3 ("settle"), ao lado do número 3 nesta coluna estará uma legenda contendo o bônus aplicável: um símbolo para o tipo de bônus e um número para a respectiva quantificação (desconto, ponto de vitória, bônus de comércio, etc...).

O jogo é acompanhado de um player aid com essas legendas, mas no decorrer da partida os jogadores já o abandonam, pois as legendas são muito intuitivas. Além disso, algumas cartas, se necessário, contam com uma pequena explicação do bônus aplicável no canto inferior direito.

4. Tema

Particularmente o tema do RftG me agrada muito mais que o do SJ, as cartas dizem muito mais e tem um visual muito melhor no RftG. É mais divertido você baixar uma carta dizendo: "conquistei a base militar rebelde" do que "baixei a plantação de açúcar" ou mesmo "fiz um investimento de crédito" do que "baixei um poço", e por aí vai.

CONCLUSÃO

Embora o RftG seja parecido com o SJ é um jogo muito mais completo, evoluiu para se tornar um verdadeiro gamer's game e jogado em torno de 1 hora, com um tema muito mais interessante e um sistema de informações nas cartas extremamente funcional. Na verdade diria que o RftG está mais para o Puerto Rico do que para o SJ.

O SJ continua sendo um bom jogo na minha opinião, mas é inegável que após algumas partidas ele se torna extremamente mecanizado, tanto que dois jogadores experientes podem jogar uma partida em cerca de 20 minutos, porque as escolhas são extremamente óbvias e porque há basicamente 3 caminhos para vencer o jogo: ou a estratégia baseada em edificações ou a estratégia baseada em plantações ou um mix entre as duas.

O curioso é que o RftG não é tão mais complexo que o SJ, ele apenas oferece mais opções. O sistema de jogo é tão simples quanto e o tempo é apenas um pouco maior. No entanto, essa maior gama de opções o tornam muito mais atrativo para gamers.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Hannibal, não o Lecter

Bom, tive um incentivo indireto do Tola para comentar algo sobre o Hannibal, na minha opinião o melhor card driven que joguei até hoje, o que não representa muito, afinal não joguei tantos jogos assim. Os comentários que postei na lista de discussão, reproduzo aqui no Oba, para quem tiver curiosidade.
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O jogo é sensacional e requer um pouco de dedicação e boa vontade. No começo, jogadores principiantes vão bater muito a cabeça, porque há uma infinidade de detalhes, embora a mecânica básica do jogo seja muito simples.
RESUMO
Estamos na 2a guerra púnica, um jogador controla as forças de Cartago e outro as de Roma, tendo como cenário as cercanias do mediterrâneo: as províncias da hispânicas, a região da cidade grega de Massilia, a Gália Cisalpina e a Gália Transalpina, toda a península itálica, o norte da África e as grandes ilhas: Baleares, Sicília, Córsega, Sardenha.

Ao todo são 18 regiões de grande importância, sendo que para obter o controle de cada região é necessário ao jogador controlar um determinado número de províncias dentro de cada uma das regiões.

Vence o jogo quem ao final de 9 turnos controlar mais regiões. Em caso de empate, a vitória vai para Cartago. Há ainda a possibilidade de no final de cada turno a vitória caber a um dos contentadores, caso o outro não tenha condições de sacrificar províncias suficientes para fazer frente à diferença de prestígio entre as duas nações. Por fim, se qualquer uma das duas cidades sucumbir há a morte súbita em favor dos sitiantes com sucesso.
O desenrolar do jogo ocorre por meio da alternância de cartas. A cada turno os jogadores recebem novas cartas. As cartas são divididas em cartas próprias para cada nação e cartas ambivalentes, ou seja, que servem a ambas as nações.
Cada carta contém um evento e um número de operação, cabendo ao jogador que a colocar em jogo determinar se o que fará efeito é o evento ou se ele utilizará o número de operação da carta. Ressalva-se que se a carta é relativa à nação do adversário, o jogador não tem a opção, ele é obrigado a utilizar o número de operação.
Os eventos servem para promover alguma modificação na situação política das 18 grandes regiões, trazer algum reforço aos exércitos no tabuleiro, proporcionar alguma vantagem extra em determinado tipo de ação ou mesmo prejudicar de alguma forma o jogo do adversário.
Já os números de operação servem basicamente para mover exércitos e adquirir o controle de províncias por meio da aposição de marcadores de política em qualquer ponto do tabuleiro ou conversão de marcadores do adversário. Neste último caso algum exército deve estar presente para realizar a conversão.
Assim, no início de cada turno o jogador deve avaliar a situação política do tabuleiro como um todo, as posições dos exércitos e as possibilidades oferecidas pela mão de cartas, que tanto podem garantir uma mobilidade muito grande dos exércitos ou uma sucessão de eventos com a intervenção eventual dos exércitos para maximizá-los.
As batalhas são um capítulo a parte e de grande destaque para o jogo. Quando dois exércitos se encontram há a batalha. Para determinar a força de cada exército soma-se a qualidade do seu comandante, o número de tropas e eventualmente pode-se contar com a ajuda de aliados da região onde está ocorrendo a batalha, aumentando assim o número de cartas.
Determinada a quantidade de cartas disponíveis para cada jogador, o atacante escolhe uma das cartas de sua mão e a defesa deve responder jogando uma carta idêntica.
As cartas representam movimentações dos exércitos e se dividem em: flanco direito, flanco esquerdo, assalto fronta, duplo envolvimento, sondagem e reservas. As reservas servem como curingas, se meu flanco ou meu centro não respondem ao meu ataque, uso minhas reservas. Genial.
Bom, o combate prossegue até que alguém desista ou não consiga responder ao ataque do adversário (logo, é uma grande vantagem ter uma maioria de cartas). Encerrado o combate as perdas são determinadas pela rolada de dados numa tabela.
Ambos os lados rolam perdas numa tabela de danos, sendo que quanto mais tempo durou um combate (número de cartas jogadas pelo vencedor) maiores serão as probabilidades de perdas para ambos. Faz muito sentido.
Já o perdedor ainda é obrigado a rolar danos adicionais numa segunda tabela, muito mais gravosa, que a primeira, representando sua retirada.
A batalha não acarreta apenas em perdas de homens mas também em prestígio, uma vez que o derrotado perde um número de províncias equivalente à metade das perdas totais experimentadas na batalha.
A cada turno há o envio de reforços, mas eles não ocorrem de maneira indiscriminada, eles vem em número limitado, pré-definido e com restrições nos locais em que podem ser alocados. Logo, cada batalha precisa ser escolhida com cuidado, porque os recursos são escassos.
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CONCLUSÕES
O jogo oferece uma miríade de opções táticas, com decisões difíceis para cada jogador. Cada comandante tem suas vantagens como líder de tropa, oferecendo diversas estratégias para o uso militar. Há aqueles que são mais fortes, enquanto outros tem uma maior mobilidade.
Roma começa com o controle de mais províncias, uma enorme mobilidade no tabuleiro, uma ligeira vantagem no número de tropas e a entrada triunfal do Scipius Africanus, com seu exército, no meio do jogo. Todavia é prejudicada pela troca constante de comando e as limitações impostas pelos cônsules.
Cartago tem um grande comandante desde o início do jogo, Hannibal, de grande força e mobilidade, mas é prejudicada pela falta de controle no mar e atravessar os alpes sempre é um risco, mas é quase imperativo.
Mas além da questão das tropas, há influência política, a qual pode determinar a perda de províncias todo turno, levando a uma situação insustentável se não houver uma resposta do jogador interessado.
Tematicamente acho o jogo fantástico, embora haja divergência de opiniões a esse respeito. A angústia de cruzar ou não os Alpes, a incerteza das viagens marítimas, a dificuldade nos cercos, a troca de comando de cônsules romanos e a respectiva influência nas batalhas, movimentos de retirada, evitar batalhas, interceptação e perseguição de exércitos, a escassez de homens, a dificuldade de reforços, a oscilação de humores nas províncias de acordo com o resultado das batalhas, enfim, tudo contribui para tornar Hannibal uma experiência épica.
Algumas vezes pode ser frustrante perder a iniciativa de combate devido a rolada de dados e não recuperá-la mais rolando esses mesmos dados, ou mesmo ter "n" cartas a mais que o adversário, mas ele joga a única que vc não tem, porque vc comprou uma mão péssima. Ou mesmo a rolada de dano sua sempre mais alta que o perdedor do combate ou aquele sítio que você não consegue levar a cabo porque o dado não contribui...
Todavia, é um jogo: os riscos são previamente conhecidos e você pode determinar no início de cada turno quais riscos são gerenciáveis ou não. Não é um jogo que se define rolando dados, mas sim, na maioria das vezes, pelo competente gerenciamento de suas possibilidades a cada turno.
Para aqueles que se lembram das minhas objeções quanto ao Twilight Struggle, reconheço que aparentemente há uma contradição no que digo a respeito do Hannibal, mas precisaria de mais tempo e espaço para explicar o porquê das diferenças e por que não há contradição.
abs

Stein

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Doutor em jogos ( e não é o Knizia!)

Como bom doutorando, me solidarizo com as pessoas que estão passando por isso. Então decidi dar uma forcinha para um australiano que está fazendo uma tese sobre jogos de tabuleiro. Ele postou um questionário no BGG e aqui está o link.

questionário

Foi rapidinho de responder, e ainda ajuda um pobre nerd! :)

abraços

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Os jogos de novembro

Após alguns entreveros e um ou outro mal estar, a mudança da sessão semanal de jogos para quinzenal em minha casa foi efetivada e consolidada. De qualquer maneira estou feliz, pois o que importa é ter a oportunidade para jogar com certa frequência, embora esteja louco, seco de vontade de estrear minha cópia de Hannibal e não consigo...já há dez dias em minhas mãos.

Bom, o que o mês de novembro me trouxe, foi:

Hive (5x); Twilight Struggle (3x); Apples to Apples (2x); Attika (2x); Cutthroat Caverns (3x); Duell (2x); Lightning: Midway (2x); Lost Cities (2x); Alibi, Arkadia, Bull in a China Shop, Caylus Magna Carta, Cold War: CIA vs KGB, Colosseum, Don Pepperoni, Duell in the Dark, Dungeon Twister, Dynasties, Fire and Axe: A Viking Saga, Groo, Hysteri Coach, Imperial, Ingenious, Khet, Lightning: D-Day, Railroad Dice, Mr. Jack, San Juan, Seafarers of Catan, Shear Panic, Thebes, Ticket to Ride: Europe, Ticket to Ride: Switerzland, Vikings

Destes jogos destaco comentando:

Twilight Struggle

Continuo achando um tremendo jogo, muito divertido, mas, pela repetição de partidas pude notar que há sorte demais envolvida, às vezes é frustrante. Todavia, considerando a quantidade de decisões que devem ser tomadas a cada partida e o gerenciamento absolutamente angustiante da sua mão de cartas, vale a pena jogar. Contudo o jogo certamente perdeu terreno em relação aos seus congêneres, principalmente frente ao Hannibal. Por tudo isso estou muito curioso para experimentar o 1960.

Cutthroat Caverns

Num primeiro momento fiquei preocupado, pois o jogo não chegava a representar um desafio. Passei a insistir então que todos tivessem em mente que a par da componente cooperativa do jogo ele era essencialmente competitivo, a cooperação era algo incidental para garantir o andamento do jogo e seu fim. Aí o jogo adquiriu outra dimensão e revelou suas verdadeiras qualidades.

Arkadia

Sensacional. A reafirmação do Rudiger Dorn como grande designer. Dos jogos recentes talvez seja o mais inteligente e o que oferece mais alternativa de estratégia e tática num ambiente de absoluta interação entre os jogadores, sem abandonar nenhuma das características dos bons jogos alemães. Está na wishlist.

Cold War: CIA vs KGB

Uma grata surpresa. Não é um jogo que oferece tantas opções e as decisões são um pouco óbvias, apenas numa ou outra rodada é que o jogador é posto diante de algo realmente difícil para decidir. Há um quê de Citadels, mas de forma um pouco sutil. De qualquer forma, vale o investimento.

Duell in the dark

Visual muito atraente e idéias bem boladas. Trata-se, sem dúvida, de um jogo original. Não há dados ou confronto propriamente dito. É um jogo absolutamente posicional: de acordo com a situação das peças no tabuleiro, os jogadores fazem mais ou menos pontos, tendo como referência os seus aviões. Se os caças alemães interceptam o bombardeiro inglês - pontos para os alemães; se a escolta inglesa intercepta os caças alemães - ponto para os ingleses; bombardeiro inglês atinge cidade alemã - muitos pontos, os quais podem ser reduzidos de acordo com as defesas da cidade e condições climáticas reinantes. E todas as condições são determinadas pelos jogadores, exceto o clima, que é sorteado durante o set-up do jogo.

Khet: the laser game

Jogo de luz e espelhos para determinar a eliminação de peças do adversário. Muito interessante, boa opção como jogo abstrato. As movimentações são rotações de peças ou seu avanço, para determinar mudança na trajetória do laser de forma que este se encerre numa peça do adversário. Bem sacado.

Ticket to Ride: Switerzland

Fiquei impressionado como esse jogo pode ser mal. As possibilidades de cortar a jogada do adversário lembram muito o T2R original, mas não no mesmo nível. Em termos de confronto fica entre este e o Europe. Vale a pena para dar um tempo no Europe e lembrar como podemos ser mesquinhos e egoístas hehehehehe

Vikings

Considero que o jogo não teve a acolhida que merece. Ainda devo apresentá-lo para mais pessoas mas acho um jogo de leilão muito original. As pessoas devem apenas abandonar a idéia que eventualmente tenham a partir do nome: você não vai sair por aí num barco aterrorizando vilarejos, roubando ouro e outras coisas torpes. Para isso, temos o Fire and Axe: a Viking Saga, um bom jogo por sinal.

O ranking de novembro ficou assim:

1. Arkadia
2. Twilight Struggle
3. Railroad Dice
4. Duell in the Dark
5. Fire and Axe: a Viking Saga
6. Imperial
7. Colosseum
8. Ticket to Ride: Switerzland
9. Don Peperoni
10. Cutthroat Caverns

Não joguei o Cave Troll neste mês, caso contrário ele estaria aí, com certeza! :-)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Risk in Rio!

Notícia que achei hoje no site omelete:
(também foi capa do jornal EXTRA).

"Designer cria tabuleiro de War ambientado no Rio de Janeiro

War in Rio tem até divisão de exércitos em cores próprias - o BOPE, claro, é o preto

29/11/2007 Marcelo Hessel

Se rir é o melhor remédio, o designer carioca Fabio Lopez achou a solução para a guerra civil não-declarada no Rio de Janeiro: War in Rio.

Com irônico selo "Crew", paródia da Grow, o tabuleiro criado por Lopez realoca o cenário da Guerra Fria do clássico War para as regiões da capital fluminense. Ao invés de tomar países, agora é preciso dominar favelas.

As cores dos exércitos agora têm razão de ser. As vermelhas, claro, são do Comando Vermelho, seguidas de azul (PM), branco (Milícia), verde (Terceiro Comando) e amarelo (Amigos dos Amigos). Todo mundo, porém, vai querer jogar com as pretas: a cor do BOPE.

O que impressiona, já que se trata de uma piada, é o nível de capricho que o designer dedicou ao baralho, ao tabuleiro... Não se espante se essa piada for mais longe e parar numa linha de produção de verdade. "

O link para o blog é esse

E o pessoal achava que o Jogo da Fronteira iria desencaminhar jovens... :)

Algumas fotos:

Tabuleiro


Jogo em andamento

Bem que eu disse no papel de Geek of the Week que o Brasil poderia render bons temas de jogos de tabuleiro, não esperava que fosse dar nisso!

abraços

Chirol

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Essen 2 - o texto


Voilà!


Eu sei, eu sei. Já tem muito tempo que Essen passou, mas continua sendo o assunto deste blog. Portanto, antes tarde do que nunca. Até porque, a feira merece. Chegamos na Alemanha por Dusseldorf, com o seu aeroporto estranho e uma estação de trem feita a base de vidro e metal, dando um clima impessoal e frio (convenhamos que não precisa de mais frieza, os termômetros já marcavam uma temperatura bem baixa). Foi o tempo de entender como compraríamos o bilhete do trem em direção a Essen. Ao chegarmos, ufa, o Ibis, ótima rede de supermercado do grupo Accord (francesa, bien sûre), era a menos de 200 metros da estação. Bem instaladas (nossa, como valeu desembolsar um pouco a mais do que costumamos pagar por um quarto só pra nós e os jogos), partimos para o Riocentro de Essen (só que com metrô!).

Antes de ir, já tinha ouvido falar de uma estratégia para aproveitar bem: “quinta e sexta dedique-se aos jogos antigos que ficam nos sebos. Os preços são bons, mas os jogos vão embora. Já no domingo, o último dia, aproveite para comprar os lançamentos, que caem de preço”. Bom, nem sempre dá para explorar táticas na feira. Em primeiro lugar porque chegamos na sexta depois do almoço, ou seja, o tempo era curto. E depois porque, quando você chega naquele prédio lotado de jogos por todos os lados, com milhares de pessoas, você leva um susto (aiquesusto total).
Eram cerca de dez pavilhões espalhados em 441.000 metros quadrados, cheios de estandes de jogos novos, editoras, sebos, mesas para jogar e conhecer as novidades… Tinha até uns RPGs e videogames. Mas eram os outsiders, as minorias que estavam ali para constar. “Honestamente, não quero ter mais de dois estandes voltados para os videogames. Quero eles longe da feira”, disse a responsável pelo evento Dominique Metzler, da Comic Action, em entrevista exclusiva para o Oba, Tijolo!. Lembrando, a "Essen" aconteceu entre 18 e 21 de outubro e foi a sexta edição de um sucesso extraordinário da Action Comics, empresa responsável por tuda a produção. Durante quatro dias 148 mil pessoas passaram pelo pavilhão de Essen, a oeste da Alemanha: crianças, jovens, adultos, idosos foram lá com um propósito: conhecer os últimos lançamentos de jogos e comprar, comprar! “Procurando sites que falassem sobre a feira, descobri que um grupo com cerca de 150 coreanos que fez um pacote com avião, hotel e ingressos só para vir a Essen”, conta Dominique, uma simpática mulher nos seus 40 e tantos anos que herdou do pai a tarefa de produzir a feira.

A galera nerd que vai de cosplay à feira... Sim, porque, perto deles, a gente é supernormal


Alguns números

Nesse ano foram 758 exibidores, de 30 nacionalidades e cerca de 500 novidades em jogos. Uma coisa de louco. E nem foi o ano que mais circulou gente. Ano passado foram 151.000 visitantes. Mas, apesar de ser de quinta a domingo, não dá tempo de ver tudo e pesquisar todos os estandes. Infelizmente. Marinheiras de primeira viagem, não conseguimos achar onde estava para vender o The Red Dragon Inn, por exemplo. Um joguinho que estava bastante curiosa para ver e testar.

Tem o povo que não resiste e quer jogar logo o que comprou. Esse abriu no foyer de entrada mesmo.


Em compensação, apesar do “tempo curto”, deu para testarmos jogos como army of frogs - com direito a Tânia ganhar do John Yanni e tudo!!!! -, jenseits von theben, amyitis, cuba, bandu, eketorp, futebol de imã, shear panic, entre outros. Compramos ao todo – para nós – dezoito jogos e, acreditem, ainda não abrimos seis (reef encounter, carolus magnus, yoyo, säulen von venedig, amyitis e ys). Estão abertos, mas ainda não jogamos o san juan, e o kontor. Mas já nos deliciamos com excelentes partidas com três ou duas jogadoras de blue moon city, army of frogs, downfall of pompeii, turn the tide, shear panic, tikal, mississippi queen, jenseits von theben, elfenland e cartagena. Como vocês podem ver, aproveitamos muito Essen para comprar joguinhos dos anos anteriores. Talvez porque era irresistível ver um elfenland a 12, um tikal a 14 e um kontor a 8 euros…Talvez porque os jogos novos ainda estavam um pouco salgados para os nossos bolsos (alguns a 35, 40 euros). Ok, eu sei que isso é barato perto do que está nas lojas e se comprados aí no Brasil. O fato é que saímos de Essen com um gostinho (inho?) de quero mais. Até pensei que fosse me estressar com a quantidade absurda de gente e o empurra-empurra, mas não. Deu para agüentar e todos convieram harmoniosamente. :-)

Eita joguinho bom... pena que é caro e pesadinho...



Algumas constatações

Em Essen descobri que Beatles, Rolling Stones, Janis Joplin, Roberto Carlos não morrem jamais. Os clássicos são sempre (muito) procurados e vai sempre
haver espaço para carcassone, settlers of catan e até mesmo para os Michael Jackson, ou seja, aqueles que a gente supunha mortos, mas estão vivinhos como banco imobiliário (monopoly), war (risk) e até mesmo combate (stratego), que ganhou versão 3D bem curiosa. Muitos, mas muitos compravam as expansões de carcassone e catan nos sebos e tinha até mesmo malucos para comprar os diferentes monopolys que existe no mundo. Incrível, não? Essen serve para todos os gostos.


Histórias da dupla em Essen
Ah, sim, preciso contar a historinha do army of frogs, para quem ainda não ouviu: Estávamos passando por um cantinho, em direção aos sebos, quando nos deparamos com o estande do army of frogs. Sentado, um moço explicava a um senhor como se jogava a novidade. Paramos para ouvir e o moço de sotaque britânico perguntou se nós gostaríamos de jogar também. A gente, claro, aceitou. Jogo vai, jogo vem, um rapaz apareceu do nada e disse: “é você a quem eu tenho que agradecer pela existência de hive?”, indagou o rapaz para o sujeito que nos explicou o jogo (o de sotaque british). E eis que o moço afirmou com a cabeça, um pouco constrangido, mas com um sorriso nos lábios. Eu olhei pra Tânia, Tânia olhou pra mim e… putz, jogávamos com o autor e nem nos demos conta… Tânia sacou a máquina fotográfica e registrou momentos meus de analisys paralisys (Tânia é fofa, né?) ao lado do autor e fez o favor de ganhar dele (aê!).

Taí minha cara patética: "dã, esse pula pra onde???"



A minha melhor cara durante o jogo...


O mais perto do mosquito que conseguimos ficar... Eles só levaram um exemplar para dar água na boca dos hivemaníacos.

...

Bom, nossos amigos d’aqui mar, do SpielPortugal, tiveram acesso exclusivo à nossa wishlistinha, que nada mais era do que quase a minha wishlist inteira, com mais alguns joguinhos, só-para-termos-opções… Algo em torno de dez páginas, formatado em duas colunas. Enorrrrme. Enfim… um dos jogos que lá estava era a novidade Macht und Ohnmacht, do Andreas Steding. Um joguinho para duas pessoas que poderia ser útil para os dias de inverno parisiense. O próprio nos explicou e nos convidou para uma partida. Era para dois jogadores. Explicando muito mais ou menos, o jogo tem “duas fases”: uma de guerreiros e outra de magos. É ruim… É ruim… Não sei o que a turma do “não-há-jogos-ruins-no-mundo” diria sobre esse. Podemos esperar um comentário de uma das fundadores do Polyanna Games, Tânia Zaverucha do Valle. Mas, resumindo, e infelizmente, o joguinho era fraco, confuso e não gostamos de cara (quer dizer, eu não gostei. Não sei qual adjetivo-justificativa a Tânia vai dar, mas eu não gostei). A ponto de nós duas fugirmos do cara (o autor), no momento em que ele saiu da mesa para explicar o jogo para as pessoas que paravam no stand A gente aproveitou e levantou. Ele nos viu e a gente explicou, namaiorcaradepau!, que só queria conhecer o jogo, que aqueles rounds já deram pra gente ter uma noção do jogo. Beleza, obrigada, bye, bye… Ufa! Escapamos. Rolou culpa depois, mas o alívio foi maior.

...


Hum, tá me dando um sono... acho que vou ficar por aqui mesmo...


Enquanto eu trabalhava duramente, fazendo a entrevista com a responsável pela feira, Tânia caía em outra cilada. Ela foi jogar cuba com dois franceses e dois croatas (ou sérvios, válásabereu), e ela. Jogo vai, jogo vem, ela não estava lá muito animada com a partida. E, no meio, até teve um sorteio que a Tânia e um dos croatas tiveram que sair. Taninha ficou na esperança de que os outros desistissem na partida, mas não. Teve que ir até o fim, com direito a participação especial de uma abelha…


Puuutz, agora tem que juntar todos os jogos e levar pra casa!



O último metrô: a volta pro hotel.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

EXTRA! EXTRA!

acaba de se confirmar a notícia, então já podemos divulgá-la em primeiríssima mão:

eis que os lusófonos emplacam dois GotW em seqüência!

depois do nobre colega Costa, chegou a vez do ex bebê-sorriso da revista Pais & Filhos.

sem mais detalhes por ora, há que se clicar para saber...

http://www.boardgamegeek.com/thread/246016

parabéns ao dito cujo e

abraços paratodos!

domingo, 25 de novembro de 2007

Geek of the (last) Week

olá todos e cada um!

meus caros, embora a semana esteja já no fim (tecnicamente, haverá quem diga que até já acabou, visto ser hoje domingo), achei que o oba! não podia deixar esta notícia passar em branco:

nosso camarada luso Luís Filipe e Costa, o Costa do spielportugal, foi escolhido Geek of the Week no BGG! :]

a ocasião é duplamente digna de nota pois, segundo consta, é a primeira vez que tal honraria é concedida a um falante de nosso amado idioma Português.

mais detalhes aqui no post especial do fórum do BGG, incluindo uma espécie de "entrevista coletiva", uma sabatina pública a que o GotW é submetido, na qual o amigo Costa responde às mais variadas questões sobre jogos e assuntos correlatos - gamedesign, difusão do hobby, preferências pessoais, Portugal e Língua Portuguesa, e por aí vai.

sem mais, parabéns ao Costa, em nome do obatijolo e da comunidade lúdica lusófona. :]

e abraços paratodos!
D.

um flagrante do Costa,

primeiro lusófono laureado com o GotW,

no momento preciso em que foi informado da premiação


PS: pra completar a alegria ludófila, chegam HOJE, pela conexão Essen-Paris, algumas encomendas feitas por mim e Achilles, e mui gentilmente coletadas por nossas representantes no Velho Continente, as mundialmente famosas Bel e Tânia!

detalhe que, por um desvio de caráter típico de bbgeeks como nós, as meninas NÃO nos revelaram quais de nossas encomendas elas de fato adquiriram/enviaram; assim, a chegada do pacote será realmente surpreendente!

com certeza eu e Quico postaremos em breve sobre os novos jogos, tão logo a revelação tenha lugar (só as fotos é que não posso prometer, pois meu dileto amiguinho tem uma câmera digital, mas parece-me que é à vela: faz semanas que registrou imagens de nós dois com os jogos trazidos pelo Carlos, e até hoje, nada de postá-las...).

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Jogos em foco (literalmente)

Sim, sim, o tempo passou e ainda não postamos as fotos do evento. Que vexame!!!!

Mas bom, antes tarde do que nunca, já diria o velho ditado.


A saída do metro.


Entrada principal.


Nossa primeira visão da feira, assim que entramos.


Algumas mesas de jogo.


Nosso primeiro joguinho!!!


Totó humano


Caylus 3D


Descanso no hall.


O Chewbacca que a Bel não viu.


Só não compramos pois não daria pra levar no avião.


Encontro SpielPortugal-Oba, Tijolo


O El Grande perde

E finalmente as compras!!! Em foco!









Olhem como elas são fofas!!!

domingo, 4 de novembro de 2007

Quem a Bel e a Tânia podiam ter encontrado em Essen...


"Ataquei, hihihi! Sou hardcore-gamer, tá? E S&M-gamer e blonde-teen-amateur-gamer também. Odeio fillers."

sábado, 3 de novembro de 2007

Por que no mês da criança joguei menos?

Comparado com o mês de setembro, outubro foi um fiasco em termos de jogos. Menos da metade! Bom, mas vamos aos jogos:

Mr. Jack 6x

Este agradável jogo de "dedução para duas pessoas que funciona" está se tornando um hit aqui em São Paulo. Muitos o estão adicionando para as respectivas coleções, o que indica sua qualidade. Estou ansioso pelas expansões para ver o quanto realmente os novos personagens influem no jogo.

Last Night on Earth 4x

O jogo de zumbis que melhor trabalha o seu tema. Para os heróis é uma angústia constante, para os zumbis é pura diversão, motivo de risadas, embora estes seres já não possuam senso de humor e são animados basicamente pelo desejo de carne humana. Recomendo (aha, peguei vocês, jamais saberão se recomendo a carne humana ou o jogo, adoro ambiguidades).

Bull in a China Shop 3x

Com o tempo o jogo pode ficar bem marcado e as escolhas acabam se tornando um pouco óbvias, mas é um bom filler. Fora que a arte da cópia americana é mais divertidinha que a alemã (só para as notas, a porcelana é igualzinha).

Cave Troll 3x

Finalmente joguei com a variante e realmente vira jogo para sanguinários. Continua divertidíssimo e merecedor da nota 10. Só não arrisco jogar com a variante da compra cega porque acho um exagero (não pode ter uma carta na mão, comprou jogou).

Lost Cities 3x

Um tributo ao gênio matemático do Knizia. Embora matemático é divertido e relaxante. Difícil não gostar dele, a não ser que você se chame Chirol.

Riquezas do Sultão 2x

Um bom jogo nacional, com uma pitada de blefe. Um ótimo jogo de palpites, no qual a perfeita avaliação psicológica do adversário e a memória contam muito.

Partidas solitárias:

Age of Mithology, Antike, Apples to Apples, Bang, Blokus, Bridges of Shangri-la, Cleopatra and the society of architects, Colosseum, Cutthroat Caverns, Equilibrio, Hellas, Traumfabrik, LotR: Confrontation, Louis XIV, Maharaja, Marvel Heroes, Notre Dame, Primordial Soup, Princes of Florence, Saboteur, Shogun, Tanhauser, Thebes, Tikal.

Embora solitárias foram partidas de jogos muito consistentes, densos, e que foram excelentes. Destaque para o AoM, um verdadeiro dice fest, mas lindo com muitas miniaturas, cartas e poderes especiais e também para a tão aguardada estréia da minha cópia do Shogun.

Meu ranking para este mês fica assim:

1. Shogun
2. Antike
3. Last Night on Earth
4. Cave Troll
5. Princes of Florence
6. Thebes
7. Colosseum
8. Louis XIV
9. Mr. Jack
10. Age of Mithology

Lembrando que este é um ranking baseado apenas nos jogos do mês, como diverti neles, etc...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

family game

...e vocês se julgam hardcore gamers?



alguém vai pôr este na wishlist?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Oba, jogo novo!

De tempos em tempos surge algum jogo revelação, uma grata surpresa inesperada. Sem marketing ou uma profusão de comentários no BGG você encontra um jogo que simplesmente lhe agrada, que diz algo diretamente ao seu coração ou espírito.

Isso aconteceu há algum tempo com o CAVE TROLL que foi um sopro de ar puro na minha coleção que estava se tornando muito "eurogamer" e me fazendo esquecer as minhas origens. Arrisco-me a dizer que a coleção estava um pouco esnobe e padronizada.

Bem, não lembro como mas fuçando no BGG encontrei um jogo novo de cartas (mas com counters e tokens e cartões especiais para personagens) chamado CUTTHROAT CAVERNS. De cara o que me atraiu foi o lema do jogo:

Without teamwork...you'll never survive.
Without betrayal...you'll never win.
O jogo escancaradamente declarava sua inspiração em RPG's a la D&D com todos os seus estereótipos. Basicamente os jogadores são heróis que estão numa dungeon e devem enfrentar um determinado número de monstros para sair das negras cavernas do desespero e da ambição, caso contrário nem teríamos entrado lá, exceto o paladino que enfiou na cabeça que é sua missão livrar o mundo do mal que infesta as cavernas. Como no grupo não existe nenhum paladino, então todos estamos lá por motivos menos altruístas.
A parte cooperativa do jogo é para fugir da Dungeon uma vez que um herói sozinho dificilmente sobrevive, então todos precisam se esforçar para matar monstros. Isso porque a dificuldade do jogo é setada pelo número inicial de jogadores.
A parte competititva é a que fornece pontuação e determina, portanto, o vencedor. Aí é que entra outra grande sacada e que dá a habilidade de cada um no uso de suas cartas: só ganha pontos quem deu o último golpe, o golpe fatal.
O jogo dura 9 encontros, ou seja, 9 monstros. Cada monstro tem a sua habilidade especial, sua quantidade específica de pontos de vida e um número pré-determinado de pontos de prestígio para o grande matador.
Há também uma grande influência do caos. A iniciativa entre os heróis para cada rodada de combate é sorteada no início de cada round de combate, mas a escolha da carta que cada um utilizará na rodada é feita de forma simultânea e secreta.
As cartas se dividem entre: ataque, ação e itens. As cartas de ataque são setadas de forma secreta, as cartas de ação possuem momentos determinados para serem jogadas, independentemente das cartas de ataque e os itens são baixados imediatamente para serem usados posteriormente pelo respectivo possuidor.
As cartas de ação conferem caos ao jogo, bem como garantem um bom nível tático: elas alteram dano (tanto para cima para quanto para baixo), roubam itens de outros jogadores, redirecionam o dano do monstro...enfim, as possibilidades são infinitas. Algumas delas são excelentes pela piada (ex: My hero - alguém toma o dano que vc tomaria), outras são fortemente temáticas (ex: potion of healing - sem comentários).
Ah, os tokens. Eles servem para marcar algumas funcionalidades de monstros especiais. Por exemplo, a hidra. Coloco em jogo o número de cabeças de hidra equivalente aos jogadores mais uma. Ou o Tentakill: toda vez que um jogador é atingido pelo monstro um tentáculo é enrolado nele, o que é representando por um token. Para atingir o Tentakill, o jogador deve destruir o tentáculo primeiro. E por aí vai...tem wolfpacks, ilusões, pequenos capangas...etc...
Embora o jogo seja novo, já traz uma expansão, que traz novos monstros, o que sempre é legal, bem como o conceito de habilidades especiais para os heróis. No jogo base, pragmaticamente falando, não fazia diferença nenhuma ser o anão, o elfo, a maga, a ladra, etc...Agora, depois da expansão, cada um deles tem o seu poder especial.
A regra geral é que os aventureiros deverão enfrentar 9 monstros, mas existem alguns encontros (como necromancer, obsidian gate, blood mage) cujo efeito é trazer novos monstros. Mas não se preocupem a rejogabilidade é grande porque o jogo base traz 25 encontros, enquanto a expansão traz outros 15. Além disso, no site do fabricante tem arquivos em PDF com novos monstros que vc pode imprimir e utilizar no jogo. Também devemos lembrar que a ordem dos encontros é aleatória. Assim, mesmo que os encontros sejam os mesmos de uma partida para outra, a mudança na ordem já é suficiente para mudar totalmente a característica do jogo.
Enfim, estou muito entusiasmado com o jogo, espero jogá-lo em breve e ficaria muito feliz se fosse numa mesa na qual estejam sentados Alfredo, Chirol e Dimitri, além de mim é claro.
abs
Stein

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O enigma de Essen

Voltamos (eu e Bel) ontem de Essen com as malas cheias. Na bagagem poucas roupas e muitos jogos pra nós e pros outros tijoleiros cariocas. Como ainda não recuperei o sono perdido durante a volta de Essen (tivemos que acordar às 3:30 da manhã pra uma viagem de trem e avião de volta à Paris) vou deixar pra mais tarde o post de nossas aventuras nestas terras. No entanto, neste momento, lanço aqui o enigma de Essen. A questão é simples: que jogos compramos? E ainda mais, quais são pros meninos (Chirol e Dimitri) que esperam impacientes a vinda de um portador?




quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tannhauser: de preocupado para empolgado

O Tannhauser tem sido uma gangorra sentimental. Antes do jogo chegar às lojas estava entusiasmado, depois fiquei na dúvida se comprava ou não diante da enxurrada de críticas no BGG. Daí, como sócio fundador da Impulsivo & Compulsivo Inc, adquiri o jogo. Durante o período de espera estava resolvido a vendê-lo assim que chegasse. Chegado, não resisti ao impulso de rasgar o plástico e daí resolvi jogar. Gostei.

De início o Tannhauser tem um impacto visual muito grande e pouco a pouco o apelo de um tema ficcional relacionado às grandes guerras começa a fascinar o jogador durante a leitura do manual.

O jogo em si é indiscutivelmente um jogo de miniatura, a la Dreamblade ou Mage Knight. Já na fase de set-up o jogador é confrontado com a escolha do que levar na missão, ao montar os packs de cada personagem.

É no transcorrer do jogo, no entanto, que Tannhauser revela o seu diferencial como jogo de miniaturas: o tal sistema pathfinder. Trata-se de uma solução inteligente e extremamente prática para miniaturas: tem linha de visão para o tiro - basta ver se ataque e defesa estão em áreas da mesma cor; para alcance basta contar espaços (essa idéia não é nova).

Ou seja conjugaram a questão de contagem de espaços com uma identificação por cor. Simples e prático.

Rejogabilidade quase infinita assim como possibilidades de histórias e personagens num tema muito bem amarrado e instigante. Pena que essas características não foram exploradas no jogo base, mas expansões vem aí e a julgar pelo manual muitas virão, mais ou menos no estilo runebound: algumas pequenas e baratas, seguidas de alguma grande.

O que convém ressaltar é a grande influência de fatores aleatórios, conhecidos como dados. Eles são jogados aos montes. Todavia, fazem sentido com o tema e são recorrentes e diluíveis no jogo, como diz o Alfredo vc não depende do dado num único momento então não tem problema se ferrar o tempo todo, a não ser que você seja um Chirol Zumbi rolando 6 sem parar.

Há ainda alguns pequenos problemas nas regras, fruto talvez de uma tradução não tão cuidadosa do original em francês, principalmente quanto ao combate corpo a corpo. E por incrível que pareça já é bom desfazer um mito: os times não são desbalanceados, o que acontece é que os alemães favorecem mais o estilo de jogo iniciante: sem pensar e correr para bater. O jogo dos americanos é muito mais tático, pelo menos no jogo base, com o equipamento básico.

É bom que se diga ainda que como jogo Tannhauser é para duas pessoas. Se o pessoal estiver num espírito para brincadeira e não tiver preocupações com o tempo, aí mais pessoas podem jogar, mas sinceramente não recomendo.

Vale a pena, é interessante e vejamos como vem as expansões, que podem acrescentar muito ao jogo.

abs

Stein

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Expectativas para Essen ou Papai Noel faz um favor?

Bom, um kra que como eu pede demissão e vai ter uma redução de mais de 50% na renda não deveria estar alimentando muitas expectativas para Essen, mas elas que se frustrem mais tarde ou minha conta bancária que vá para o espaço...

Deixando de lado as angústias da vida moderna, ou melhor, as contas a pagar no começo, no meio, no fim e no acréscimo do mês (ah, cartão de crédito, pagarás qualquer conta em 40 dias), o que interessa é imaginar ansiosamente o próximo grande jogo, antegozar o entusiasmo de rasgar o plástico, destacar peças e mais peças, ou, para alguns, cheirar as cartas.

Há algumas obviedades. Talvez a maior delas aqui no Oba seja o Mosquito, embora eu não compartilhe ainda do fanatismo da dupla Chiromitri. Outras expansões a se considerar são as do Mykerinos (tiles com squares aquáticos e personagem novo!), do Pillars of the Earth (um acréscimo no tabuleiro e com o metal sendo produzido em minas!), do Mr. Jack e do St Petersburg.

Existem aqueles jogos que todos estão comentando com destaque para Cuba e Hamburgum, ambos da Eggert Spiele (viva Rondel). Adorei o Antike, apostei no Imperial e foi demais, logo ambos os jogos já estão numa wishlist.

Finalmente um jogo moderno para Perry Rhodan, a minha bizarrice nerd segundo o Alfredo. Pena que o jogo será na linha para dois da Kosmos e pena que versará sobre comércio (queria ver o Exército de Mutantes em Ação e batalhas entre terranos, arcônidas, blues e otras cositas mais, suspiro).

Um jogo de ações de seleção simultânea (mecânica que eu adoro), com um monte de cartas, miniaturas de navios, enfim: lia Capitão Blood e adorava. O jogo se chama Age of Piracy.

Da Ystari só temos tido bons jogos, por isso devo olhar com atenção o Amiytis. Confesso que o tema não me pegou muito, mas considerando que o tema nos jogos da Ystari exige um certo esforço de abstração por parte dos jogadores, acho que não terei problemas aqui.

Particularmente o fato do Yanni ser o designer não basta para que eu fique tão curioso assim, mas como estou postando no Oba, vale uma menção ao seu novo jogo: Army of frogs.

O Duel in the Dark me chamou a atenção por dois motivos: o tema (II Guerra tem um apelo irresistível para mim) e o fato de poder ser jogado solo.

O Galaxy Trucker pelo tema inusitado e por vir da Czech Games, na verdade este seria um bom presente para o Alfredo, embora temas espaciais tenham mais a minha cara que a dele...Outro jogo tcheco que me chamou a atenção foi o Jantaris.

Garibaldi: La Trafila unicamente pelo tema, talvez um pouco pela Nexus e por seu autor, mas, definitivamente é o tema. Andei lendo sobre o Garibaldi e fiquei empolgado.

O Kleine Helden pela arte a la Hagar. O jogo parece uma piada.

Fora o Race for the Galaxy e a versão nacional do Crokinole...

Ou seja, minha lista no momento está com 16 itens...dependendo dos comentários ela poderá ser ampliada...

abs

Stein

domingo, 7 de outubro de 2007

passando o chapéu

ayay! bons dias, meus caros.

mas que súbito ataque de cara-de-pau: depois de pedir votos, agora resolvi pedir dinheiro! bem, não extamente dinheiro: geek gold.

se você está no bgg e não tem gg suficiente para um avatar, leia as instruções abaixo e junte-se a mim!

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acontece que a imagem hive+beatles que criei pro concurso de camisetas (que ainda está acontecendo aqui) me valeu um "tip" espontâneo de um generoso bbgeek.

empolgado com o acontecido, resolvi criar esta lista:

http://www.boardgamegeek.com/geeklist/25127

na qual os geeks sem avatar podem se candidatar a receber doações em gg.

para tal, basta postar um vídeo de música - sim, pois a idéia é tocar na rua e passar o chapéu!

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a quem já tem avatar, peço que visitem a lista e contribuam, seja com geek gold - se o tiverem de sobra - seja com thumbs up - para que a lista fique visível tempo suficiente para cumprir sua missão.

agradeço desde já a colaboração de cada um e, pra já ir entrando no espírito, aí vai uma primeira canção...



- ei, você aí...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Os jogos em setembro

Chirol, fiz uma divulgação maciça do Cave Troll entre os jogadores aqui em Sampa...Logo, logo ele será um dos top 10 do BGG hehehehe

Cave Troll 10x

Divertidíssimo. Campeão. Queria ganhar mais vezes. Acho que com a repetição vou aprender o feeling do jogo.

Crokinole 8x

Jogo para bar, sítio, família, casa, crianças e até os gatos. Dê petelecos e sorria. Com outros gamers presentes os petelecos começam a se tornar milimetricamente maldosos e não mais meramente geométricos. Que venha para o Natal!

NotreDame 6x

Um excelente eurogame, rápido e interessante. Um gerenciamento de cartas e pontos, interagindo com seus adversários diretamente pela escolha das cartas que eles terão a disposição. Muito bom. Para mim o verdadeiro SdJ.

Riquezas do Sultão 6x

Jogo nacional lançado pela Estrela, do Zatz e do Halaban. Filler divertido no qual o blefe e o conhecimento dos adversários na mesa contam muito.

Manila 5x

Um jogo de apostas do Delonge. São duas fases distintas uma de leilão e outra de ações desenvolvidas ao longo de rolada de dados. Totalmente despretensioso porém divertido.

Blokus Trigon 4x

É impressionante como o simples fato de alterar o formato da peça para triangulos altera completamente a perspectiva do jogo. Outro dado interessante é que o jogo funciona bem somente em três pessoas. Para duas ou quatro recomendo Travel Blokus e Blokus, respectivamente.

Equilibrio 3x

O jogo do momento para a Érika. Além dela continuar me surrando ela apresentou para toda a família e foi um sucesso. Meu consolo é que neste mês ganhei uma partida.

Hive 3x

Hours-councurs aqui no Oba e caiu nas graças da Érika, minha cópia deve chegar no fim deste mês. Entrei para o clube.

Bang 2x

Meu ex-grupo de RPG gosta muito. Na nossa jogatina mensal lá em Campinas virou quase que obrigatório ao menos uma partida.

Caylus Magna Carta 2x

O mesmo feeling do Caylus em um terço do tempo geralmente preciso para concluir uma partida. Ao contrário do San Juan não é um jogo diferente, trata-se realmente do Caylus com cartas. A diferença fica por conta do tempo, o que exige uma estratégia mais imediatista.

Lost Cities 2x

Inclusive servindo como gateway e mais um jogo que caiu nas boas graças da Érika. Sou feliz.

No thanks 2x

Foram partidas frustrantes. Lembrem-se de jogar numa mesa equilibrada, uma pessoa pode tirar o prazer do jogo.

Tannhauser 2x

Nova aquisição da coleção e logo, logo vou escrever sobre ele.

Wings of War: Dawn of War

Mecânica interessantíssima mas estou perplexo com o tempo de duração: as duas partidas que joguei levaram cerca de 2h30. Estou sem entender porque tanto tempo. Tenho a convicção que são as fichas de dano. São muitos zeros em jogo.

Zooloretto 2x

Family game total. Gostoso, leve e sem maiores segredos. Além de ser "fofo" para o público feminino. Acho que nós gamers estamos perdendo as raízes...

Jogos que viram mesa uma única vez neste mês (ao menos comigo presente):
Age of Empires III, Amun-Re, Attika, Blokus, Dawn Under, Domaine, Familienbande, Formula Dé Mini, Global Powers, Hneftafl, I'm the Boss, Jungle Speed, Leornardo da Vinci, Mission Red Planet, Mykerinos, Niagara, Portobello Market, Power Grid, Queen's Necklace, Runebound: Crown of the Elder Kings, Runebound, Ruise & Bruise, Saboteur, Samurai, Setlers of Catan, Die Sieben Siegel, Tichu, Tigris & Eufrates, Tikal, Turn the Tide, Union Pacific, Yspahan.

O top 10 do mês de setembro:

1. Cave Troll
2. Crokinole
3. NotreDame
4. Amun-Re
5. Mission Red Planet
6. Portobello Market
7. Tikal
8. Die Sieben Siegel
9. Union Pacific
10. Manila

campanha eleitoral

Salve, ludoamigos!

estou participando de um concurso de estampas de camiseta lá no bgg.

por favor, votem em meu design, sim? siiim! ;]

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para ver a geeklist do concurso, clique aqui (abre a lista direto no item postado por mim);

para votar basta dar seu "thumbs up" para o item em questão.

a eleição só vai até dia 9, e será decidia pelo número de thumbs up (sendo que há alguns itens já com uma centena de votos, ao passo que acabo de entrar com o meu :P ).

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desde já agradeço o apoio dos nobres colegas! se eleito, prometo fazer obras públicas (construção de centros de música e luderias) e incluir os jogos de tabuleiro na grade obrigatória das escolas primárias. :D

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ah, e pra quem quiser saber no que vai votar, só posso adiantar que meu design une duas das coisas que mais aprecio: música e jogos de tabuleiro! ;]

abraços paratodos!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

geek cake

bons dias, tijoleiros espalhados pleo mundo pela grande diáspora gamer,

uni-vos neste auspicioso dia para celebrar o natalício de nossa queridíssima companheira Isabel Butcher!!!

Bel, te desejo muitas alegrias e aventuras interessantes neste jogo um tanto caótico, de pouca estratégia e muita tática, que é a vida! :-D

a seguir, uma seleção de bolos temáticos; escolha seu preferido e caia de boca... ;]

beijos saudosos,

D.

cakeassone - aviso: peças pequenas, desaconselhável para menores de 3 anos


Catan Marzipan - pra comer c'a Tânia (ai!)


Catan cupcakes - modular board!


cumpleaños Rico - quantos pontos você fez hoje, Bel? ;]

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Tomahawk e Tigris e Euphrates


Bom, desde que eu cheguei de viagem escrevi neste blog sobre os jogos que comprei na europa: Cave Troll, Schotten Totten, Zombies e ... ops! Esqueci do Tomahawk!!!

É um joguinho de cartas semi-caótico, como diria meu caro colega luso Zorg. O jogo é apenas para 2 jogadores, e consiste na disputa entre duas tribos de índios pelos melhores territórios de caça e escalpos.

A mecânica é a seguinte: Cada jogador tem um deck de 24 cartas de índios que variam de 1 a 10. O valor indica a força que cada índio tem. Os jogadores baixam cartas em cada turno da mão para disputar os 4 territórios disponíveis e escalpos, sempre em segredo, só revelando na hora de comparar os índios. Os territórios podem ser decididos em mãos de 1, 2 ou 3 cartas. O combate segue o seguinte roteiro:

1) Baixam-se as cartas (em segredo)

2) Revelam-se estas.

3) Resolvem-se os combates individuais (são as cartas baixadas no mesmo turno, e que dão escalpos que valem 1 ponto)

4) Resolvem-se os territórios. (somatório total de índios quando são necessárias mais de uma mão para resolver).


Exemplo de arranjo para a disputa entre territórios


Existem 3 tipos de territórios: planícies, onde não há alteração nenhuma na dinâmica do combate, florestas, onde todas as cartas ficam em segredo até que que o limite da mão seja atingido, e montanhas, que valem poucos pontos, mas que quem vence pode observar as cartas que o outro jogador baixou em uma área de floresta. Cada território tem um valor que varia de 1 a 5 pontos.

E como não podia deixar de ser, o Faidutti (em conjunto com seu comparsa Cathala) ainda criou sete índios com poderes especiais, que são sorteados 3 para cada jogador, que fica com 2. No final ganha quem tiver mais pontos.


Índios especiais

O jogo é muito rápido, ágil e sem analisys paralisis. Não é nenhuma descoberta da roda, e é muito caótico, mas funciona para o que se propõe. Útil para intervalos e início ou fim de jogatinas. Em quinze minutos o jogo se resolve e parte-se para alguma coisa mais pesada. E quase que eu me esqueci de dizer: o jogo é cheio de frescura para o set up!! Muito... putz, eu não queria dizer, mas vai lá. fiddly!!!

Outra boa notícia (pelo menos para mim) é que comprei um Tigris e Euphrates de tabuleiro. Já conhecia o jogo e estreei ontem, em uma sessão bem legal com o meu camarada Dimitri. Infelizmente não pude competir com este adepto do Tigris arte. Tal e qual um Garrincha dos jogos de tabuleiro, ele subvertia toda lógica do jogo, de uma maneira que o Knizia nunca teria imaginado: colocou tiles azuis fora dos rios, pontuava por monumentos que nem estavam conectados ao seu reino, e o pior, seus lideres eram anfíbios!!! Conseguiam nadar sem nenhum problema sobre o rio. Não tive nenhuma chance... :)

abraços

sábado, 15 de setembro de 2007

Eu não sei o que é mais legal

Pessoas, estou voltando agora de madrugada da Ludus e tive uma surpresa agradabilíssima: nosso bar/luderia agora tem um crokinole!!!!!!!

Mas talvez o que seja mais legal é que o crokinole disponível é um protótipo. A intenção é que um fabricante nacional o aprimore e disponibilize para vendas a partir de novembro, ou seja, todos já sabem o que vão ganhar de natal.

Joguei 7 partidas, cada partida com 4 rodadas. Foi uma overdose de crokinole.

abs

Stein

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Age of Empires III - atendendo a pedidos

Nada como o público pedir, é uma garantia de agradá-lo :-)

Bom, o primeiro detalhe que os jogadores devem ter em mente é não ter em mente o jogo de computador. O AoE III é um jogo de tabuleiro mesmo e não é como o Warcraft que recria num tabuleiro as mecânicas e o jeito de jogar do computador.

Isso posto, vamos ao jogo. O objetivo é acumular mais pontos ao fim de 8 rodadas, sendo que estas 8 rodadas são divididas em 3 eras (as duas primeiras compostas por 3 rodadas e a última, por duas). Ao final de cada era é feita uma distribuição de pontos por áreas controladas no tabuleiro.



O tabuleiro tem duas áreas bem distintas: uma para determinar as áreas que serão descobertas e colonizadas (esquerda, na figura acima) e outra para as caixas de funções a serem executadas pelos colonos de cada jogador (direita, na figura acima).

As caixas de funções funcionam a la Caylus: vc escolhe um colono na caixa e ele faz a função correspondente. Mas diferente do Caylus há uma disputa pela execução exclusiva da função ou pela prioridade em sua execução.

Deste modo, o jogador é desafiado a pesar suas escolhas, pois obviamente não conseguirá fazer tudo o que quer. Vale lembrar que além dos colonos, cada jogador pode vir a ter colonos especialistas, que de acordo com sua posição no tabuleiro conferem ao respectivo usuário alguma vantagem, além de funcionarem eventualmente como qualquer colono.

Por outro lado, o jogador não pode descuidar das terras a serem descobertas. Uma das caixas de funções é o envio de colonos ao novo mundo (a cada rodada um número limitado de colonos é enviado às novas terras). Contudo, o pessoal apenas desembarca em terras já descobertas, o que nos leva a uma outra das caixas cuja função é o envio de expedições para o Novo Mundo.

As expedições funcionam da seguinte maneira: acumula-se na caixa de função um número X de colonos até que o respectivo jogador resolva tentar uma expedição. Ele escolhe uma região do novo mundo e quantos colonos irão na expedição. Na região escolhida existe uma carta (aleatoriamente distribuída no início do jogo, cada região tem uma), a qual indicará, após revelada a dificuldade da expedição. Se a dificuldade for menor ou igual ao número de integrantes da expedição, esta foi um sucesso e a nova região escolhida pode ser colonizada por qualquer jogador.

A vantagem de se tentar a expedição pode ser resumida na presença automática de um colono na nova região descoberta, no ganho financeiro eventualmente obtido e, mais importante, nos pontos distribuídos pela descoberta.

Por outro lado, esse é um dos aspectos mais criticados do jogo: a aleatoriedade na descoberta. Pessoalmente não julgo um problema por dois motivos: no manual há uma descrição de todas as cartas disponíveis, então os jogadores tem uma idéia aproximada da dificuldade das expedições e conforme as cartas vão sendo eliminadas é possível um cálculo razoável de probabilidades. Além disso estamos falando de um jogo que lida com expedições nos séculos XV-XVI e nem todas davam certo. Para o tema é muito legal.

Outra maneira de obter pontos no jogo são com os prédios de civilização, que são adquiridos ao longo do jogo numa das caixas de função. Cada prédio custa dinheiro, e este custo vai aumentando de era para era. Como nem todos os prédios entram em jogo isso garante uma boa rejogabilidade.

Por fim, no último turno, o dinheiro que seria obtido com o comércio (que funciona por meio de acúmulo de grupos distintos de mercadorias, adquiridas numa das caixas de função) é transformado em pontos.

Logo, o jogo tem a dinamicidade do Caylus, com maior aprofundamento do tema e sem a aridez de algumas regras do Caylus. Tal como no Caylus boa parte das informações está já escrita no tabuleiro. O jogo pode ser considerado uma mistura de Caylus, Leonardo da Vinci e El Grande.

A variedade das formas de pontuação, o sorteio de produtos para o comércio, a aleatoriedade na distruição das cartas de descoberta e no sorteio dos prédios de civilização garantem uma grande rejogabilidade a este jogo que é, sem dúvida, um dos melhores dos últimos tempos. Uma bela aquisição do Alfredo.

abs

Stein

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Meus jogos de agosto

Este foi um mês marcado pelos jogos mais curtos, embora não tenham faltado jogos mais pesados. Vamos a eles:

Mamma Mia 7x
É um simpático filler de assar pizzas. Uma espécie de jogo da memória com gerenciamento de cartas na sua mão. Simples e rápido, permite partidas bem descontraídas e xingamentos mútuos entre pizzaiolos quando há roubos de ingredientes por meio de pedidos mal intencionados hehehehe

Mr. Jack 6x
Um jogo de dedução para duas pessoas, muito bem feito e extremamente bem produzido, além de ser jogado em cerca de 20min a 30min. Fácil de explicar as regras e com um mecanismo inteligente de eliminação dos suspeitos.

Equilíbrio 5x
Excelente jogo da Origem. Jogo abstrato, de lógica, para 2 a 4 pessoas. Também se destaca pela rapidez e simplicidade de regras. O único fator que eventualmente incomoda em algumas partidas é a sorte quando se puxam novas cartas de objetivo.

Schildkroetenrennen 4x
Corrida das tartarugas. Jogo infantil do Knizia, no qual as tartarugas se movem por meio de cartas. Muito engraçado mas que frustra um pouco pelo tamanho do percurso, muito curto. Dependendo do número de jogadores e das cartas na sua mão vc não tem muito como reagir numa corrida. Mas isso não é tão grave na medida em que cada partida dura uns 10min.

Hive 3x
Campeão aqui no Oba, não requer muitos comentários.

Carcassonne The Castle 2x
O Carcassone do Knizia para duas pessoas. É praticamente outro jogo, embora inspirado no Carcassonne (tiles, coloca meeple no tile colocado ou não e controla coisas que vai construindo com os tiles) mas definitivamente diferente. Não foi exatamente um sucesso, acho que ainda preciso jogar outras partidas.

Coloretto 2x
Simpático jogo do Schacht, um filler que desafia a cautela e a ambição. Bom jogo de cartas sem nada de extraordinário. As escolhas são muito simples e basicamente se referem ao binômio citado, sendo que a falha na ambição significa beneficiar o adversário e a cautela significa não beneficiar ninguém mas fazer poucos pontos.

Dawn Under 2x
Um bom jogo de memória, com um quê de sacanagem. A sacanagem consiste em preparar armadilhas para o adversário, as quais podem ser evitadas se este tiver a memória suficientemente aguçada. O jogo ao final é definido mais por erros dos adversários do que pela capacidade individual de cada um.

Diabolo 2x
Schacht outra vez, desta vez um filler ainda mais caótico de cartas, escolhas relativamente simples e jogo nada pretensioso. Bom jogo, mas cuidado em não se exceder nesta linha na sua coleção.

Flaschenteufel 2x
Excelente e bizarro jogo de vazas baseado num conto do Robert Louis Stevenson. O objetivo é se livrar da garrafa do diabo, sempre vendendo-a por um preço menor que o comprado. Todo o jogo gira em torno deste conceito do conto e é divertidíssimo. Foi uma surpresa agradável neste mês.

Hellas 2x
Joguinho para 2 da Kosmos e do recentemente falecido Delonge. Dependendo do comprometimento e seriedade dos jogadores envolvidos pode se tornar interminável e às vezes a sorte tem um peso excessivo. Jogado descompromissadamente é muito agradável.

Tafl 2x
Abreviação de um antigo jogo nórdico, produzido pela Origem. Tabuleiro bonito, peças pesadas de metal e abstratamente interessante. É um desafio diferente para as cabeças já habituadas a pedacinhos de papelão ou cubos de madeira.

Lightning: D-Day 2x
Nas primeiras vezes achei um jogo extremamente desbalanceado sobre o desembarque da Normandia e o mais incrível é que em favor dos alemães. Contudo, jogando com as regras corretas e já com certa experiência percebi nuances interessantes sobre o jogo que me fizeram acreditar nele novamente.

Lost Cities 2x
Surpreendentemente joguei pela primeira vez neste mês e adorei. Este Knizia realmente é dose para zoológico. E não passa de um jogo de sequências numéricas...Impressionante. Ah, o tema do jogo é absolutamente irrelevante, para variar.

Lost Valley 2x
Aqui um jogo que é extremamente fiel ao tema, tudo leva ao ambiente sugerido e de uma forma bem lúdica e divertida. Outra agradável surpresa. Os jogadores são basicamente exploradores num vale, em busca de ouro. Caçam, pescam, utilizam dinamite para mineiração, constróem canais, bebem uísque (a única viagem mas tudo bem) e circulam de canoa pelo rio.

Tanz der Hornochsen 2x
A versão em tabuleiro do Take 6 ou Category 5 ou 6nimmt. Batizada por nós de "jogo do cocô". É o 6nimmt na mecânica mas alguns efeitos no tabuleiro exigem alguns cálculos adicionais dos jogadores. Quem fizer menos pontos vence. Divertido mas não extraordinário.

Agora a relação daqueles que joguei uma única partida:

AoE III, Amazonas, Antiquity, Arkham Horror (dark pharaoh), Basari, Blokus, Blue Moon City, Cave Troll, Caylus Magna Carta, Citadels, Colosseum, Dschunke, Fórmula Dé Mini, Die Fugger, Himalaya, Inkognito, Jambo, Liar's Dice, LotR: Confrontation DE, Magna Grecia, Mancala, Marvel Heroes, Meuterer, Notre Dame, Pillars of the Earth, Runebound, Schoten Totten, San Juan, Scrabble, Shadows Over Camelot, Taj Mahal, Tomahawk, Um Reinfenbreite, Winner's Circle, Zombies.

A esmagadora maioria dos jogos foi muito agradável, por isso é até difícil fazer um top 10 de agosto, mas vamos lá:

1. Cave Troll
2. AoE III
3. Mr. Jack
4. Himalaya
5. Caylus Magna Carta
6. LotR: Confrontation DE
7. Notre Dame
8. Basari
9. Flaschenteufel
10. Dschunke

No mais, quem quiser comentar algo sobre algum destes jogos, trocar impressões ou seja lá o que for, mas sempre relativo aos jogos, esteja completamente a vontade.

abs

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Obrigado por tudo Chirol

Olá caros tijoleiros!

Tive um ótimo fds no RJ, com uma companhia muito agradável e a extrema gentileza de dois simpatícissimos anfitriões: Ana e Chirol. A vocês o meu muito obrigado e o convite insistente para virem à minha casa quando de uma eventual vinda para Sampa.

O chirol me apresentou o Cave Troll e posso dizer com todo o exagero possível que foi o melhor jogo desta minha curta porém produtiva estada fluminense. O jogo é genial em sua simplicidade e o tema é perfeito. Tá certo, podia ser qualquer outra coisa, como originalmente cogitado, mas o produto final inegavelmente é superior a qualquer outra opção eventualmente pensada.

Infelizmente jogamos apenas uma partida de Cave Troll enquanto este jovem e ignorante Padawan levou 3 surras seguidas no Hive. A identidade do mestre não importa, o que importa mesmo é o replayability ou qualquer coisa com grafia semelhante.

Obviamente que não podemos nos esquecer das 4 hilárias partidas regadas a bobol do Corrida de Tartaruga, após uma angustiante e broxante partida de Zombies. Precedida de uma espécie de coito interrompido no Shadows over Camelot. O jogo é legal, os componentes são lindos, a galera estava animada mas faltou alguma coisa, acho que talvez um quinto elemento.

Para mostrar que navalha é homem e para ser piloto tem que ser mulher, a Ana Sol deixou os marmanjos para trás e cruzou com folga a linha de chegada no Formula Dé Mini, seguida de perto por Chirol e Stein e lá atrás, na ponta dos dedos, Thierry Boutsen Nakajimi Dimitri, conduzia, com rara elegância um carro todo vermelho, desfilando suavemente pela pista.

Assamos diversas pizzas em duas partidas de Mamma Mia, com o pizzaiolo revelação Aaron e a paródia de pizzaiolo a la Poderoso Chefão Dimitri, ma che bello! Duas também foram as partidas de Diabolo, jogo interessante que consegui ir de um fantástico extremo para outro em termos de pontuação, demonstrando minha evolução: de -1 para +1.

Jogamos ainda o Blue Moon City, daquele senhor, o Knizia. Dimitri e Chirol empolgaram tanto que me fizeram ter vontade de mudar para o Rio, embora o Dimitri goste mais do Schoten Totten do que o Battle Line. Jogamos o ST. Sempre na companhia do incansável Dimitri ainda conheci o Mancala e o Tomahawk.

Deste Knizia ainda jogamos o Winner Circle e cabeça a cabeça fomos eu e chirol disputando o primeiro lugar e quase que a Ana Sol nos desbanca. No fim deu Chirol e no outro extremo do Páreo vimos o Dimitri fugindo apressado de agiotas cobrando o dinheiro emprestado para apostas mal feitas...

Rolou ainda o Die Fugger, Marvel Heroes, Hellas, a vontade de repetir a dose no Cave Troll e a promessa de playtestar um jogo do Dimitri. Da próxima vez sai Dimi!

obrigado a todos pelo carinho, pela companhia e pelas inúmeras partidas....

abs

Stein

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Ei tio, joga com a gente?

[update: veja no final do post o resultado completo da votação. edt.D-BR 31/08]



Durante mais de um mês, o Obatijolo esteve nas ruas entrevistando light e heavy gamers numa emocionante enquete: Em qual(is) destas mesas você sentaria para jogar?

Foram várias alternativas, muitos gostos e preferências, difíceis decisões. Mas 58 bravos voluntários deram sua contribuição, e finalmente temos um resultado:

CAN'T STOP
com as gostosas foi de longe a mesa mais procurada nessa grande luderia da opinião pública. Apesar de ser um jogo simples, aleatório e pouco sofisticado, 31 entrevistado(a)s (mais da metade dos votantes) dariam uma passadinha nessa mesa para tentar suas chances escalando montanhas, torcendo para que arrebentem as cordas dos adversários.

enquanto isso

NO, THANKS!
com as bruacas foi a mesa pela qual mais pessoas passaram batido. Um único entrevistado disse que gostaria de trocar fichinhas vermelhas com a vampira de silicone, o ex-marido da Xuxa e a jabba-the-hut do SBT.

PUERTO RICO com os latinos e WEREWOLF com regras adaptadas empataram pau-a-pau pelo segundo lugar de mesa mais bombada. Segundo um dos entrevistados que votaram no jogo do lobisomem, a realização da partida com os três cantores enfrentaria um grave problema: os três iam querer ser Deus.

VILA PALETTI com o gênio da física e o namoradinho dos anos 80 pegou a terceira (quarta) colocação. A escolha inteligente prova que Vila Paletti realmente mereceu o Spiel des Jahres.

THROUGH THE DESERT com o mais casador dos Hermanos e EL GRANDE com os avantajados por natureza também foram mesas bastante procuradas e com entusiasmo, por uma parcela especializada do público. Sete jogantes em cada uma das mesas vieram encostar no oásis com o Marcelo, ou ver o Rocco botando o rei no castillo antes do Chirol.

No cômputo geral da pesquisa, fica evidente uma velha máxima dos jogadores experientes de tabuleiro: o que importa é a companhia!

bjos, obrigado a todos que votaram e até a próxima Enquete Obatijolo
(sugiram temas!)


- Ainda tem lugar na minha mesa!


31 votos (53%)
Can’t Stop com Camila Pitanga, Angelina Jolie e Alessandra Negrini

11 votos (18%)
Puerto Rico com Ricky Martin, Shakira e Jennifer Lopez
Werewolf com Stevie Wonder, Ray Charles e Andrea Boccelli

10 votos (17%)
Villa Paletti com Stephen Hawking e Michael J. Fox

7 votos (12%)
El Grande com Rocco Siffredi, Mark Whalberg e Achilles Chirol
Through the Desert com Marcelo Camelo

5 votos (8%)
Hive com Jeff Goldblum
Taj Mahal com Jorge Benjor

4 votos (6%)
Amun-Re com Dercy Gonçalves, Zezé Macedo e Ulysses Guimarães
Hannibal com Anthony Hopkins e Jodie Foster

3 votos (5%)
Caylus com Karina Bacchi e Sylvester Stallone
High Society com Paris Hilton, Chiquinho Scarpa e Narcisa Tamborindeguy
Samurai com Djavan e Jorge Vercillo

2 votos (3%)
Dvonn com Ronnie Von
Hoity Toity com Henry Sobel e Wynona Rider

1 voto (1%)
No Thanks! com Danielle Winits, Marlene Mattos e Hebe Camargo

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

bug do blogger + divino cubo

salve queridos leitores!

tenho andado atribulado e, pra dificultar, estou há algumas semanas sem HAL, meu fiel computador, que está no estaleiro.

assim, é de um laptop gentilmente cedido que venho postar este rápido boletim de esclarecimento:

vocês talvez tenham dado falta da maioria dos nossos links aí ao lado; trata-se de conseqüência de um bug no upgrade do blogger nesta nova era google. pra piorar, não temos registro do template anterior, pois o blogger prometeu manter uma cópia - mas, ao menos até agora, não fomos capazes de localizá-la, se é que de fato existe...

pelo visto o outro admin desta tijolada, Dom Rafael, também não teve oportunidade de repôr os links. espero poder fazê-lo em breve.

gratos pela compreensão! :]

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segue uma notícia fresquinha sobre o famoso cubo do caro Erno Rubik:

Estudo: 26 passos podem solucionar cubo mágico

Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que bastam apenas 26 movimentos para resolver o cubo mágico, o famoso quebra-cabeças tridimensional criado em 1974 pelo professor de arquitetura húngaro Erno Rubik.
No quebra-cabeças, também conhecido como cubo de Rubik e muito popular nos anos 70 e 80, as pessoas enfrentam o desafio de agrupar nove peças de uma mesma cor em cada um dos seis lados do cubo. Os cientistas Daniel Kunkle e Gene Cooperman utilizaram um supercomputador para investigar a solução do desafio, e ele chegou à conclusão após 63 horas de cálculos.

Especialistas em computação, os estudiosos acreditam que, com mais trabalho, eles podem reduzir ainda mais o número de movimentos necessários para solucionar o quebra-cabeça. Até antes deste estudo, o menor número de movimentos que estudiosos haviam precisado para solucionar o cubo havia sido 27.

Para se chegar a soluções a partir de cada uma das cerca de 43 quintilhões de possíveis posições diferentes do cubo mágico, seria necessário muito tempo, até para um supercomputador. Por isso, Kunkle e Cooperman, da Universidade Northeastern, em Boston, usaram uma técnica de dois passos no trabalho.

Os cientistas sabiam que, no caso de 15 mil configurações, era possível resolver o quebra-cabeça com alguns poucos movimentos a mais. Assim, no primeiro passo, os dois estudiosos programaram o supercomputador para que analisasse o cubo desordenado e chegasse, com o menor número de movimentos possível, a uma dessas 15 mil posições.

Nesses casos, o cubo desordenado poderia ser solucionado em um total máximo de 29 movimentos, mas a maioria dos cubos poderia voltar à posição inicial em 26 passos ou menos. Kunkle e Cooperman então voltaram suas atenções para os poucos casos de configurações "problema", que exigiam mais do que 26 movimentos para serem solucionadas.

Os pesquisadores usaram o supercomputador para buscar a melhor forma de resolver estes cubos e conseguiu solucionar todos estes casos especiais em menos de 26 movimentos. O estudo aproxima os cientistas da descoberta do chamado "número de Deus", como é chamado o número mínimo de movimentos para fazer com que o cubo mágico volte à sua posição inicial.

O número é chamado desta forma porque Deus iria precisar de apenas a menor quantidade de movimentos para resolver o quebra-cabeça. Trabalhos teóricos sugerem que o "número de Deus" está um pouco acima de 20. Kunkle e Cooperman anunciaram suas descobertas no Simpósio Internacional de Computação Simbólica e Algébrica, em Waterloo, na Província de Ontário, Canadá.

BBC Brasil

quando terminar com o cubo, tente a esfera!

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