domingo, 31 de dezembro de 2006

Brincando com a coleção dos outros

Como fazer listas de TOP é algo muito legal, resolvi fazer uma TOP 10 de jogos do Alfredo e do Mantovani, que é a coleção que tenho acesso mais fácil e bom conhecimento.

1. In Shadow of the Emperor
2. Amun-Re
3. Taj Mahal
4. Industria
5. Verrater
6. Kontor
7. Memoir 44
8. San Marco
9. Conquest of the Empire
10. Taluva

abs

Stein

sábado, 30 de dezembro de 2006

Sobre os novos jogos

Das minhas últimas aquisições ainda não joguei efetivamente o Samurai e o San Juan. A rigor deveria também incluir nessa relação o Railroad Dice mas fiz uma partida com + 3 jogadores imaginários que foi muito boa, tanto que até incluí na minha relação de partidas jogadas no mês no BGG. Em tempo: o fantasma à minha direita venceu.

Joguei nos últimos dois dias duas partidas de Camelot Legends com o Alfredo. Ambos gostamos muito do joguinho. Basicamente:

Existem três sítios principais: Camelot, Cornwall e Perilous Forest. Nestes lugares vc pode reunir cavaleiros formando companhias (no máximo 6 personagens). As companhias tem por objetivo cumprir missões eventualmente ali existentes, o que rende pontos. Ao final do jogo quem tiver mais pontos vence.

Assim, um turno típico divide-se em 4 fases:

a) puxar um evento; este evento pode se referir um dos três sítios ou ser algo especial que se define na hora.

b) usar os poderes dos personagens; é opcional e cada personagem tem um poder diferenciado, geralmente, se utilizado, significa que o Personagem será descartado até o final do turno ou imediatamente.

c) verificação dos requisitos para cumprimento das missões em cada um dos sítios.

d) ações táticas; vc tem dois pontos para definir entre as seguintes ações, sendo que cada uma delas custa 1 ponto e pode ser repetida, desde que pagando o ponto equivalente:

- comprar carta de personagem (limite da mão é 5)
- descer carta de personagem em algum sítio
- mover 1 personagem de um sítio para outro qualquer

O jogo acaba quando a missão final for revelada e posteriormente cumprida, independentemente da existência de outras missões porventura não cumpridas (regras avançadas).

Já o Asterix é meio farofinha mas é muito inteligente: são cinco sets de gauleses (Asterix, Obelix, Panoramix, Chatotorix e Abracurcix) com cartas no valor de 1 a 10. Os gauleses disputam para ver quem pega o romano da vez (as cartas de romanos variam de valor entre 1 e 15).

No turno tem um romano, os jogadores escolhem secretamente uma carta e a revelam simultaneamente, quem tiver jogado a mais alta pega o romano mas perde a carta jogada, os outros recolhem a respectiva carta.

No final, quem tiver a maior soma de romanos vence, lembrando que se conseguir fazer algumas combinações de romanos há bônus na pontuação. Cada set de cartas tem um idéiafix, que te dá um poder especial: olhar a carta da próxima rodada. Se ficar com ela perde o idéiafix se a der para outro jogador, mantém o idéiafix.

Muito basicamente é isso.

O Cléopatra é muito divertido mas é assunto para outro post.

abs

Stein

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

deu n'O Globo

sem comentários...

...por ora.

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matéria (sic) publicada ontem no maior jornal do Rio (e um dos maiores do Brasil):

- chamada de capa (!!)

"Brinquedo ‘ensina’ a sonegar

O Jogo da Fronteira, da Estrela, incentiva crianças a partir de 9 anos a burlar o Fisco. Ele simula situações de como passar produto ilegal pela fronteira. A Receita Federal pedirá ao Ministério Público e à PF para recolher o jogo do comércio. A fabrricante diz que suspendeu a venda. Página 23"

- e na página 23...

"Receita quer jogo sobre contrabando recolhido

Estrela diz que parou de vender o brinquedo no fim de setembro por causa de reclamações de consumidores

O negociante na fronteira tenta passar seis tipos de mercadorias. Três são legais, três são contrabando. É preciso blefar para passar as mercadorias ilegais. Se for pego, está sujeito a multa do governo. Mas é possível negociar com o xerife e pagar uma multa menor. Com isso, o negociante passa as mercadorias e não precisa enfrentar nem a revista nem a burocracia do Estado. Parece noticiário policial, mas essas são as regras do Jogo da Fronteira, da Estrela, indicado pela fabricante para crianças acima de 9 anos. A Receita Federal vai pedir que o Ministério Público e a Polícia Federal recolham o jogo do comércio.

O jogo original Perto da Fronteira, criado por André Zatz e Sergio Halaban, foi exportado para a Alemanha. Depois, a Estrela adquiriu os direitos e apresentou o jogo na Feira de Brinquedos em abril, lançando-o no mercado em julho. Mas, após o lançamento, a empresa começou a receber e-mails de consumidores reclamando que o jogo era politicamente incorreto e que as regras eram confusas.

Segundo a Estrela, para evitar maiores problemas, no fim de setembro, a fabricante resolveu parar de vender o jogo, mas quem já tinha comprado em grande quantidade ainda tem em estoque. É o caso de alguns sites de varejo, onde o jogo pode ser achado por cerca de R$40.

A assessoria de imprensa da Estrela diz que criou uma coleção apostando nos criadores brasileiros de jogos e, e o da fronteira estava incluído.

Cesar Augusto Barbiero, superintendente da 7ª Região Fiscal do Rio e do Espírito Santo, disse que está decepcionado com as regras do jogo:

- Fazemos parte do Programa Nacional de Educação Fiscal, que tem por objetivo ensinar, principalmente nas escolas, noções de cidadania e da importância do cumprimento das leis. Aí vem um jogo e ensina a criança a pagar propina. Essas situações acontecem na realidade, mas não podem virar jogo para criança. Vamos enviar pedido à Polícia Federal e ao Ministério Público para que determinem o recolhimento desse jogo do mercado."

O Globo 28/12/2006

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ayayay.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Eu voltei!!!!!!!!!!!

Após os dramas da migração de contas e o gentil auxílio do Dimi, eu voltei.

Estou com algumas novidades: o cléopatra me surpreendeu amigavelmente, o asterix é um jogo ok, meio farofinha até, o niagara a érika já pegou a manha e chegou o railroad dice, direitinho aqui em casa, com o que meu presente de natal está completo.

Mas como sou o representante compulsivo da prestigiosa firma Impulsivo & Compulsivo Ltda, não me contive ante uma oferta de um esperto vendedor alemão e adquiri o Union Pacific, sobre o qual farei um post assim que possível, mais um dentre tantos outros que pretendo escrever.

abs

Stein

domingo, 17 de dezembro de 2006

Booooooohnanza!


salve,

só queria avisar que o divertido Bohnanza é o mais novo jogo que pode ser jogado no Brettspielwelt. Já joguei umas três partidas, o interface é bonito, apesar de não ser muito auto-explicativo (todos que estavam jogando comigo demoraram um tanto pra aprender a usar o interface, principalmente no que diz respeito às ofertas de troca de feijões). Também tem um detalhe muito engraçado, que é uma voz de homem anunciando (em alemão) todas as ofertas que são feitas.

Continuo achando esse jogo muito divertido, recomendo a todos que passem lá pra jogar uma. Só recomendo também que joguem com a) alguém que já sabe usar o interface; ou b) alguém que vc conhece bem, e que não vai se importar com erros/demoras/fumbadas etc., que provavelmente vão acontecer na primeira partida. Isso porque é bem provável que essa primeira partida demore bizarramente, por causa dos problemas de interface na hora do comércio de feijões (a minha primeira demorou 90 minutos). Para ajudar um pouquinho com o interface:

Uma oferta comum de troca se faz assim:
1. ofertar um feijão (ou vários) = clique numa carta (ou em várias cartas) que esteja(m) na sua mão (ou na mesa, se vc é o jogador ativo)
2. pedir um feijão (ou vários) em troca = clique no tipo de feijão que você quer receber, dentre os modelos que estão na coluna à esquerda do tabuleiro
3. depois que vc já definiu sua proposta (quais feijões quer trocar por quais), clique na seta verde para validar a proposta. Ela aparecerá para todos os jogadores.
4. se você quiser desfazer uma proposta ainda não validada, clique no x vermelho. Se quiser apagar uma proposta já validada (que já está aparecendo para os outros), clique na proposta com o botão direito do mouse.

Para aceitar uma proposta de alguém:
1. clique na proposta que vc quer aceitar
2. pague a sua parte da troca, arrastando a(s) carta(s) até a tela de troca (que aparece qdo vc aceita).
3. quando o outro jogador tiver pago a parte dele, a troca acontece automaticamente.

Para rejeitar uma proposta/apagar propostas antigas:
- clique com o botão DIREITO do mouse na proposta que vc quer apagar/rejeitar

Quando você não quiser mais fazer troca nenhuma:
- clique na seta azul (duas pontas) ao lado esquerdo do tabuleiro. O jogador ativo precisa fazer isso para passar para a próxima fase (plantio dos feijões trocados). Os outros jogadores podem fazer isso pra avisar que não estão interessados em trocar mais nada.

Para plantar:
- basta arrastar o feijão a ser plantado para o campo onde vc quer plantar. Para colher, clique em ernten. Para comprar um novo campo, kaufen.

Para saber quanto vale/quantos existem de um dado tipo de feijão:
- basta passar o cursor em uma carta desse tipo, ou nos modelos que ficam sempre à esquerda.

E por último:
- as setinhas pequenas verde/vermelha/x que aparecem do lado esquerdo mais abaixo são usadas pelo jogador ativo para indicar que tipos de feijão ele quer (verde), quais ele não quer (vermelho). O x serve pra cancelar qualquer uma das setas. Este último recurso é pro, não vi ninguém usando até agora, acho que ninguém sabe ainda pra que as setas servem.


Então é isso, espero encontrar vocês lá pra um intercâmbio amistoso de feijões, quero praticar para enfrentar a Bel e a Tânia agora no Rio.

Com feijões,
Manti

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

filler

Salve, camaradas jogadores!

não, não vou falar de um novo joguinho rápido e caótico, ideal para entre uma partida e outra de um monster game; o título do post se refere a ele mesmo, que vai ser bem breve...

não tive oportunidade, nos últimos dias, de comentar os posts mais recentes - e teria sim alguma coisinha a acrescentar, especialmente sobre a mui agradável excursão à Búzios, pela qual agradeço à nossa anfitriã Tânia, e aos demais camaradas pela sempre excelente companhia.

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hoje, todavia, tirei um tempinho para postar aqui mas, ao invés de comentar, realizei algumas atualizações e reformatações aí na área de links.

a saber, separei os blogs (que mereciam há muito lugar de destaque!) dos sites de referência, reordenei alguns links, incluí o bodegueims (olá hmocc!), a SpielBrasil (fala, F. Tola!) e a novata Odysseia - para quem redigi também um email, felicitando-os pela iniciativa, e pondo o Oba à sua disposição para divulgação de eventos relacionados a jogos.

incluí ainda a ambiciosa iniciativa da Ludopédia, banco de dados "wiki" - ou seja, alimentado pelos prórpios usuários - que dá seus primeiros passos, e atualizei o link do Boardgame Designers Forum, que estava quebrado. aliás, também estava quebrado o gamenight, que removi, pois está aparentemente fora do ar.

finalmente, ayayay, com muito receio, acrescentei à seção de jogos online o boardspace - site no qual se pode jogar alguns abstratos, inclusive uma linda versão fotográfica de um certo jogo para duas pessoas que tem a maliciosa característica de não precisar de setup algum... por favor, queridos leitores: apreciem com moderação!

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ufa! acho que foi só.

peço aos amigos que indiquem no reply deste post outros links que julguem dignos de menção aqui no oba, bem como quaisquer problemas/comentários acerca dos links que já aqui estão.

valeu, abraços paratodos!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Búzios Buena Onda!

Uma respeitável comitiva do "Oba, tijolo" passou o último final de semana na cidade de Búzios. A fellowship era composta por mim, Ana, a criançada, Dimitri, Bel, Tania e a ilustre presença paulistana de Dani. Foram 3 dias muito divertidos, onde todas as gerações presentes se divertiram muito, com boa comida, praia, piscina, e como não poderia deixar de ser, jogos de tabuleiro. O Dimitri estava muito animado com os seus joguinhos recém-chegados (Hive e Familienbande) e ainda havia jogos a serem estreados da última turnê europeia da Bel e Tânia. A jogatina rolou solta, mas sempre no clima do balneário, mais "buena onda" impossível. Bom, agora vamos ao que foi jogado:

Hive: quando o Dimitri me falou dos jogos que ele tinha pedido, confesso que estava com um certo preconceito com esse jogo, bem abstrato e de duas pessoas, mas dou meu braço a torcer: o jogo é MUITO BOM!!!!!!!! Foi o vício de Búzios. Quaisquer 2 minutos livres, e já estavamos jogando .(como disse o Dimitri, é o setup mais prático do mundo) Mil formas diferentes de capturar a abelha do inimigo, várias táticas e nunca duas partidas iguais. Houve bastante equilíbrio entre os jogadores, e quanto mais jogavamos, melhor o jogo ficava. O clássico jogo que é bocó de explicar, mas que rende muito. Já botei no meu top 10 do BGG.

Familienbande: esperava o jogo um pouco mais tático, mas funciona bem. Divertido e leve, e a arte é muito engraçada. mas acabou encoberto pelo Hive. (jogamos só uma vez) A Tania ganhou para variar.

El Grande: como esse jogo é bom. Quero jogar muito ainda e estrear as expansões. A Bel, que não conhecia, se apaixonou. Nada melhor do que ganhar maioria em uma província, e nada pior do que ver algum infeliz "limpar" a mesma área logo em seguida dos seus cubinhos. Ganhei o jogo, que ainda contava com a Bel, Dimitri e Tânia.

Hansa: O jogo é muito bom, mecânica interessante, muita interação entre os jogadores, mas pena que eu não consigo jogar direito. Só para se ter uma idéia da manézisse do jogador que vos fala, vejam só o placar final (não lembro se os valoresd foram estes exatos, mas vamos lá): Dimitri: 42 pontos, Tania: 39 pontos, Bel: 32 pontos e eu: 16 pontos. Acho que a Marininha teria jogado melhor, ou talvez os outros jogadores tivessem mais pena dela e dessem uma colher de chá. Mas um dia eu aprendo.

Verrater: esse foi jogado na praia da Ferradura, e eu fiquei só assistindo (quando a criançada deixava) a Bel trucidar a Dani, o Dimitri e a Tania. Foi acachapante. Mas uma coisa me chamou a tenção: já achei este jogo mais legal. Acho que com a variedade que temos agora, ele perdeu (muito) espaço.

Modern Art: não joguei (tive que supervisionar o meu filho na piscina), mas me diverti só ouvindo os outros jogarem. Esse jogo também é muito bom, e acima de tudo divertido. Se alguém fala que os jogos do Knizia são durões e sem muita "alma", não conhece o Modern Art. Dimitri ganhou mole.

Vinci: estava muito curioso para jogar este, até pela polêmica e comentários de alguns dos colaboradores deste blog, e tenho que confessar que adorei o jogo. Faltava um deste tipo na ludoteca coletiva. A mecânica de declínio das civilizações é muito boa, e seus poderes diferentes tornam a coisa bem interessante. O tabuleiro "estreito" faz com que haja muita interação, leia-se, pancadaria. a "bárbara" Dani ganhou com certa tranquilidade, apesar dos esforços dos outros jogadores em minar a sua força.

Bom foi esta a maratona de jogos do final de semana. Abraços para todos

sábado, 9 de dezembro de 2006

Movimentando mais uma sexta

A sessão rendeu bem, novos jogos e reafirmação de alguns...Vamos a eles:

Battle Line: invariavelmente tem sido o primeiro e o último jogo da noite. Quem chega primeiro e sozinho, sempre pede pelo jogo e no final, os heróis da resistência costumam se despedir de uma das mesas com ele. Outra constante é que tenho perdido sempre, mas tudo bem, é um bom jogo.

Modern Art: estreamos a versão da Odysseia de um membro do grupo. Simplesmente já é o melhor jogo produzido no Brasil, seja em termos de qualidade gráfica e dos materiais, seja pelo jogo em si. Tenho que dar razão a nossos primos lusitanos e compartilhar do seu entusiasmo por este grande produto kniziano.

Union Pacific: um Alan Moon que se não fossem os trens e as cartas abertas na mesa não diríamos que é jogo dele. Trata-se de um jogo muito bom, um pouco mais gamer que elfenland e ticket. Merece uma resenha em separado.

Maharaja: é impressionante como o jogo realmente é bom, deveria frequentar a mesa mais vezes. Planejamento é a chave neste jogo que volta e meia é acusado de caótico.

Expeditions: um transamérica evoluído do Kramer. Eu tinha que gostar e gostei sinceramente. É o Wild Life Adventure (segundo o Tola este WLA é melhor produzido)

Taj Mahal: gostei bastante. Nem preciso falar nada pq presumo que quase todos já o conheçam.

Jogos que não participei e que também rolaram:

Hansa
Mesopotamia
Princes of Renaiscense

abs

Stein

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

escrito nas estrelas

salve, caríssimos camaradas!

vejam só o que dizia o horóscopo de ontem para Miss Butcher :

"Momento de prazeres culturais

07/12 (hoje) às 16:20h a 23/12 às 11:55h

Mercúrio na casa 5

O período que vai de 07/12 (hoje) às 16:20h e 23/12 às 11:55h tende a ser uma fase particularmente divertida e criativa em sua vida, Isabel. Mercúrio em trânsito pela quinta casa astrológica pode sugerir uma fase em que você se sente mais jovial, e com um interesse natural por novas modalidades de diversão e entretenimento. Todos os divertimentos de natureza mais intelectual estão favorecidos, como jogos com amigos, jogos de estratégia, ou mesmo atividades que exijam movimento: ginástica, por exemplo."


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fica no ar uma dúvida: quais serão essas tais "novas modalidades"?

inicialmente me vieram à mente bocha e arremesso de anões mas, quem sabe, pode ser que se trate do primeiro campeonato misto de chess boxing.

vai saber! afinal...

sábado, 2 de dezembro de 2006

Jogando

Olá!

Esta sexta feira rendeu, mesmo com o atraso considerável de Alfredo, Dimitri e Cia (tá certo que instituí um horário flexível, mas marcar um negócio para as 20h, com chegada anunciada até umas 23h e daí os kras chegarem passando da 1h...bem, o que importa é que vieram e nos divertimos, apesar de tudo).

Enquanto os non-games não vinham jogamos (Tola, Lu, Pedro e Tiago):

Leonardo da Vinci
O jogo é amarradinho, é um Caylus muito light. O esquema de alocar trabalhadores para conquistar recursos é igual. A diferença é que os recursos são utilizados para completar trabalhos e neste ponto é que vem a semelhança com o Princes of Florence. Mas ele não tem o mesmo componente brain burner de nenhum dos dois citados. Dura cerca de 1h30 e é bem leve. Divertidinho. Um jogo nota 6.

El Grande
Nunca tinha jogado em 5 pessoas. Achei o máximo e descobri uma regra que eu jogava errado...Jogamos a versão básica, as expansões deverão aguardar um pouco. Pra mim logo deve pular de 9 para 10.

Ys
Achei muito bom. Múltiplas possibilidades para se fazer pontos, oportunidade para blefes. Talvez o único problema seja a quantidade de pequenas regrinhas e coisas para se gerir no jogo, mas acho perfeitamente superável. Mais uma bola dentro da Ystari. Jogo para 8 ou 8,5.

Bridges of Shangri-la
Já falei sobre o jogo aqui e me diverti novamente. Está valendo cada centavo. Só preciso aprender a jogar direitinho, porque só tomo coro.

Com a saída de alguns e a entrada de outros, eu e Pedro partimos para uma partida rápida de

Rosenkonig
Um excelente filler, jogo abstrato de formação de áreas. Talvez um dos jogos que mais frequentem a minha mesa.

Voltamos para a coletividade e jogamos ainda

Taluva
O Casola realmente é muito bom. Fora a inteligência do jogo seu aspecto visual é de se encher os olhos. Recomendo. Jogo nota 7,5, num bom dia 8.

Fiji
Um joguinho divertido, na linha guessing game. Vale a pena tb. Dou um 7 para ele. Dos jogos do Friedman Friese foi o que gostei mais até agora.

Bom, foi isso aí.

abs

Stein

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

E papai noel está chegando

A par o espírito natalino, a par o sentimento de solidariedade universal, a par o nascimento de cristo, a par de tudo o que é importante nesta época do ano, meu sentimento mesquinho e egoísta do ter individual está em expectativa, a qual já foi parcialmente atendida.

Dentro da lógica compulsiva que rege o meu ser, fiz uma compra de natal para me presentear, composta por 7 jogos, vindos de 4 fontes diferentes (tudo isso para garantir eventuais decepções).

Da Fairplay estão vindo San Juan, Samurai, Niagara e Cleopatra e a Sociedade dos Arquitetos

Da Itália está vindo o Railroad Dice: The First Rails

De um americano virá Asterix das kartenspiel

De um kra da BG-BR já chegou: Camelot Legends

O Camelot Legends é pq eu precisava ter um jogo sobre as lendas arturianas e a arte deste é muito boa, além do jogo parecer ser muito bem bolado. Pelo menos o que havia lido me agradou.

Por ora, aberta a caixa, ele não me desapontou...vejamos quando poderei estreá-lo.

abs

Stein

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Esclarecimentos sobre compras internacionais

Caros,

Existem muitas lendas sobre a compra internacional de jogos, então aqui vão algumas observações deste comprador impulsivo, como o Alfredo gosta de me qualificar.

Sobre compras acima de $ 50 incide imposto de importação na alíquota de 60%. Notem que para consideração do valor de $ 50 o frete deve ser somado ao valor do jogo. O jogo não pode estar sendo enviado por pessoa jurídica.

Se o transporte do bem é realizado por empresas de entrega expressa, incidirá também o ICMS de 18%.

Fundamentação legal e informações podem ser checadas no site www.secretaria.fazenda.gov.br

Logo existem duas maneiras de se comprar:

1. comprar uma grande quantidade para baratear ao máximo o frete, mas daí ocorrerá a incidência do imposto.

2. conseguir um jogo por mês e dentro do limite apontado.

Recomendo fortemente que todos estejam atentos às oportunidades no BGG.

abs

Stein

domingo, 26 de novembro de 2006

Arte Moderna!


Salvem,

quero anunciar e comemorar a existência da Odysseia Jogos, uma empresa brasileira de jogos modernos que acaba de nascer em Brasília! Para ser acentuadamente modernos eles escolheram já o Modern Art como primeiro jogo a ser lançado no Brasil.

O site da Odysseia tem uma seção em flash muito bem feita e sedutora sobre o Arte Moderna, explicando a idéia do jogo e mostrando os componentes em detalhe, componentes que aliás parecem ser de primeira linha, não como aquelas cartas da Estrela que rasgam na hora de tirar da cartela, ou como aquelas da Grow cujo verso tem a cor meio diferente e dá pra perceber. As obras de arte são de artistas (fictícios) brasileiros, não tem o cavaletezinho pra expôr mas as peças e cartas são de fato muito elegantes e combinam com o clima do jogo. O jogo custa 65,00 + 11,50 de envio, o que significa que eu já fiquei pilhadíssimo e pedi o meu, hehehe.

Muito foda essa escolha para jogo de estréia, acho que isso tem todas as chances de se dar bem dentro e fora do mercado nerd. Torço pelo sucesso da Odysseia, assim como torço pela SpielBrasil, e fico empolgado com a possibilidade de existir uma produção brasileira de jogos modernos, tocada por pessoas sensatas e com bom gosto (o site pelo menos é lindo). Boas ondas pra empreendedores em geral!

Uma noite de sexta-feira com jogos

Num dia que deu certo a sessão, contamos com 9 jogadores empolgados para conhecer coisas novas.

Na mesa em que não estive, jogaram Taluva e Graenland. Onde participei rolou:

Bohnanza - o jogo dos feijões é divertidinho. Considerei um jogo nota 6, uma vez que estou cada vez mais avesso a jogos que envolvem trocas negociadas.

Emira - confirmada a minha impressão inicial. O jogo é divertido mas tem a tendência a se arrastar demais, o que acaba estragando a boa impressão inicial. Tenho que pensar em alguma house rule para consertar isso. Será que basta mudar a regra do leilão?

Antike - estou começando a amar este jogo, mesmo. Tentei mais uma vez uma tática agressiva mas ela definitivamente não funciona com 5 jogadores, quem sabe com 3 ou 4...

Ingenious - realmente é muito bom, é jogado quase sem sentir. é bem relaxante. Provavelmente entrará na lista de aquisições do Alfredo, o que vai enriquecer ainda mais nossa ludoteca.

Battle line - após um desencanto inicial, vi melhor qual é a do jogo e me surpreende sua densidade. É um jogo de timing e blefe. Muito bom.

abs

Stein

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

qual o último jogo em que você clicou?

esta é para quem tem login no bgg (e quem é que não tem? ;) :

criei uma geeklist (minha primeira! :) na qual as pessoas indicam qual o jogo no topo de sua lista de 'recently viewed', e comentam algo a respeito - se o conhecem, por que clicaram nele, etc.

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então, tijoleiros bggs, cliquem se tiverem coragem (afinal, nunca se sabe quando o último jogo clicado foi, digamos, busen memo...) e acrescentem seu quinhão:

http://www.boardgamegeek.com/geeklist/17654

quem sabe acabemos até por elucidar o enigma: clicamos porque jogamos, ou jogamos porque clicamos?

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cartas de "elefante na loja de porcelanas",
o simpático joguinho que inspirou a lista.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Space Dealer

Um kra da bg-br já trouxe o Space Dealer e estreiou o jogo essa semana. Na hora que li os comentários e vi o vídeo que fizeram da partida pensei na hora do Dimi, principalmente pelo lance da música.

Primeiro diferencial do jogo: ele é jogado em tempo real. Vc vira uma ampulheta sobre a ação que pretende fazer e começa a executá-la e tem aquele tempo para realizá-la.

Segundo diferencial: o jogo dura exatos 30 minutos. Acompanha o jogo um cd com trilha sonora para marcar o tempo. É uma música futurista cujo ritmo varia de acordo com o momento do jogo e ao final uma voz robótica anuncia o tempo restante...

Além dessas perfumarias, o jogo em si parece ser interessante. Logo, conjugando-se suas novidades com seu aspecto lúdico essencial, acho que é justificável ele constar de uma ludoteca. Mas ressalvo que essa é uma impressão que deve ainda ser confirmada. Poucas pessoas já falaram sobre esse jogo, por isso, acho que podemos (eu, na verdade) aguardar.

abs

Stein

terça-feira, 14 de novembro de 2006

E chegaram mais dois

Depois dos 4 do Alfredo (só falta o Torres para estrear), chegaram os meus dois últimos jogos: Antike e Emira. Eu precisava de um jogo de guerra multiplayer na minha coleção senão não seria feliz e o Emira me cativou pelo tema, acho que vou dar boas risadas...

abs

Stein

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Jogatinas abertas e desconhecidos

Visando reproduzir o espírito da FPT, algumas pessoas estão tentando organizar uma espécie de jogatina mensal no Centro Cultural São Paulo. Salvo engano, neste domingo ocorreu sua terceira versão e eu compareci.

Em pouco mais de 5horas joguei o Niagara, o Groo, Knights of Charlemagne, Mykerinos e o Quo Vadis.

Além de jogar conheci gente nova e pude bater papo com gente legal como o Tola e o Edson. O Tola inclusive me contou um pouco sobre coisas legais em andamento mas nada muito específico.

Aliás, como disse em outro post, joguei o Quo Vadis e foi muito divertido. O que me levou a considerações interessantes: é muito bom expandir a mente e ser uma pessoa mais sociável. O Quo Vadis foi divertido mas acho que no meio do nosso grupo não faria muito sucesso, o que praticamente inviabiliza sua aquisição, mesmo sendo um jogo legal. Taí um campo aberto às mais extensas divagações.

Mas se o horizonte de jogabilidade for mais extenso a probabilidade de encontrar pessoas que topem o jogo aumenta, o que torna qualquer coleção mais propensa a visitar a mesa com maior frequência, OBA! Esse é só um aspecto...

Mesmo assim ainda tenho certas reticências quanto a me tornar alguém totalmente extrovertido e topar tudo, vai entender...Na verdade gostaria que o Oba morasse todo na mesma cidade hehehehehehe Outro aspecto...

Enfim, quero ver todos os cents, tostões, lâmpadinhas, comentários e muxoxos de todos...Vale frisar que fui absolutamente inconclusivo, justamente para oferecer maior liberdade para todos porque tenho curiosidade sobre o que virá.

sábado, 11 de novembro de 2006

Essen 2006


Estive em Essen por 2 dias e adorei!!

A feira é provavelmente a maior reunião nerd que acontece no velho continente (os americanos possivelmente têm algo maior) e reúne não apenas os aficcionados por jogos de tabuleiro, mas tb os loucos por RPG, War Hammer & Cia, quadrinhos, produtos relacionados a filmes de todos os gêneros de ficção e roupas, armaduras e armas medievais (de metal, couro ou borracha).

Para quem gosta e está na Europa, isto é, com acesso às passagens acessíveis da Ryan Air, Easy Jet, ... é realmente um prato cheio. Para quem está na América do Sul acho um pouco demais viajar para a Europa tendo a feira como único foco, pois ainda sai mais barato comprar tudo pelas lojas lojas virtuais americanas.

O inconveniente das budget companies é o limite mais reduzido de bagagem se comparado com as 2 malas de 32kgs que nós brasileiros por enquanto ainda podemos carregar. Portanto, se alguém daqui pretende dar um giro por lá sugiro que deixe a feira como última parada, caso contrário vc terá bagagem demais e dinheiro de menos para o resto da viagem e tente voltar volta para o Brasil via Amsterdam ou Frankfurt que são os aeroportos de grande porte mais próximos de Essen, o que tornará a viagem de trem mais barata.

Não tirei muitas fotos por três razões: o lugar é cheio e tem que se ter paciência para ter bons ângulos, estava excitado demais e mesmo as quase 16 horas que passei andando de pavilhão para pavilhão foram curtas.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"Top five " piores jogos!

Vamos lá pessoal: já fizemos algumas listas de melhores jogos em diversas categorias, mas agora é a hora do "troféu abacaxi" do jogos de tabuleiro! É sempre divertido falar mal da falta de tema, da mecânica sem-graça ou da má produção de algum jogo.


Espero as listas nos comentários!

abs

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

A estréia brasileira de kabala und hiebe

O jogo é muito, muito bom.

Basicamente cada jogador tem um set de cartas com valores oscilando entre 1 e 20 e todas as cartas tem poderes especiais além do seu valor intrínseco.

A disputa é por cartas de pontuação que são dispostas numa linha horizontal. A partir daí, em sentido horário, cada jogador coloca uma carta. Quando todas as cartas de pontuação tiverem no mínimo o número de cartas equivalente ao seu valor, a rodada termina e se conta os pontos por coluna. Quem tiver a maior soma vence.

O detalhe é que toda vez que alguém coloca uma carta na coluna, coloca fechada. Ao colocar a carta fechada eu revelo a anterior e aí vem o detalhe do jogo: quando uma carta é revelada seu poder especial é ativado e daí vem a variedade de funções nas cartas especiais que podem bagunçar muito a vida de alguém.

O fator sorte é que o set de cartas não começa inteiro na mão do jogador: ele começa com apenas três. Desceu uma carta já compra uma. A mão sempre fica com três. Logo, é um jogo ditado pelas circunstâncias, embora exista uma pitada estratégica.

Muito bom, vale a pena, uma das boas novidades de Essen 2006.

abs

Stein

E vem chegando o fredão

O que a gente não faz para adpatar os nomes a uma música né?

Bom, com o retorno do Alfredo em meio às minhas atribulações tesísticas (ou dissertativas para ser mais exato) e profissionais só posso dizer que o vício ainda não é totalmente soberano, pois não jogamos nada e nem ao menos ficamos nos deliciando com os componentes dos jogos.

Teremos tanta coisa para experimentar nos próximos dias...Mantovani, neste fds vc já está escalado para participar hein!?

Olha só: Thurn und Taxis, Wallenstein, Torres, Mykerinos, Land Uter, Cartagena, Justinian, Familiebande, Condotiere, Seereuber (ou algo assim), Taluva, Fiji e alguns outros...depois vamos postando com calma.

abs

Stein, trabalhando até as 3 da manhã, mas, nesta madrugada, feliz.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

gol

Dimitri, Tânia e Panqueca no bgg! :]

futebol de dedo

[fotos por Tânia e Dimitri]

...ainda bem que eu tinha aparado a barba ;]

PS: Chirol, posta aqui as fotos do dança dos ovos recusadas pelo bgg, pra que eles se roam de arrependimento! :P

abraços paratodos.

sábado, 4 de novembro de 2006

Ai, a Europa


Olá amigos d'além mar e d'além Dutra!
Cá estamos de volta. Eu, depois de 35 dias de Portugal e Espanha. Trinta e cinco dias depois de ver castelos medievais, catedrais góticas, ruelas estreitas que lembram tempos d'antanho, quando o Brasil ainda não existia. Depois de ver muito do nosso ouro adornar belas igrejas (apesar de a senhora portuguesa que estava sentada atrás de mim no avião de volta insistir que todo o ouro que Portugal sacava das terras tropicais era surrupiado pelos ingleses. Ai, aqueles piratas carniceiros!). Trinta e cinco dias vendo belezas feitas pelos homens: mosteiro de Alcobaça, o mosteiro de Batalha, a Torre de Belém, as casas tortuosas de Gaudí, os museus Thyssen, Prado, Reina Sofia, os castelos mouros, as mesquitas, ufa!. E 35 dias procurando joguinhos.

Foi em Barcelona que encontramos uma variedade maior. Tínhamos algumas poucas certezas e muitas dúvidas. Os sábios conselhos dos mestres Obi-wan-Zorg e Qui-Gon Jinn-Hugo, me levaram ao caminho da luz, da força e de alguns jogos. Em Barcelona, nas duas lojas que ficam próximas ao Arco do Triunfo (pois é, lá também te isso), saqueamos, Tânia e eu, tal qual inglesas ao mar depois de dias e dias sem alimento. Levamos Bang!, Tichu, Vinci, Hansa. Mas, insaciáveis, com o gostinho de quero mais, levamos da loja ao lado, Tempus, Modern Art e Mykerinos. Depois, mais calmas, avaliamos os estragos nas respectivas contas. Mas o vício falou mais alto e, em Madrid, compramos uma iguaria desconhecida. Siena, do Italiano Mario Papini.

E quando chegamos no Rio, estava aqui, aguardando pacientemente, Maharaja, que chegou com sotaque inglês norte-americano.

UFA!

Fui à forra.

Depois, mando posts sobre esses joguinhos. Já jogamos Mykerinos e Modern Art e posso dizer que Obi-wan e Qui-Gon estavam certíssimos. Modern Art é ótimo. E o meu instinto quanto ao Mykerinos (já que eu obcequei com o tema, o tipo de jogo e a pequena Yastari) acertou em cheio. A partida com Chirol, Tânia e Dimitri foi emocionante.

É bom estar de volta!

Vou aproveitar essa última semana de férias para jogar! Alguém me acompanha?

Beijos, beijos.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Pergunte para o Scott

Gente, a internet é algo maravilhoso...Como nerds são democráticos, eles adoram disponibilizar para o mundo inteiro o resultado de seu labor e de forma gratuita, embora com evidentes intenções comerciais, pois afinal os nerds também podem ser capitalistas.

Estava na dúvida se comprava ou não o Antike até que vi um video review do mesmo no www.boardgameswithscott.com . O kra simplesmente filma o review, mostrando componentes, tabuleiro, fazendo um resumo de regras, enfim, tudo o que fazemos naturalmente ele transformou num negócio.

Vale a visita, principalmente para conhecer um pouco mais do jogo que vc estava intentando adquirir mas não reunia a coragem suficiente para procurar os fundos necessários para tanto.

abs

Stein

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Topônimos

Amigo do obatijolo,

movido por um instante de tédio, fiz uma top list dos 10 melhores topônimos (nomes de lugar) em jogos de tabuleiro. Mas o meu computador da xuxa pôs tudo em ordem alfabética sem eu pedir, e agora não lembro qual lugar aparece em qual mapa...

será que você pode me ajudar a associar os nomes de lugar (topônimos) com o jogo onde eles aparecem? Obrigado, hein. Você é muito legal. Aqui vão as duas listas:




Aragon
Amun-Re
Bikaner
Elfenland
Castello
El Grande
Corfù
Hansa
Grangor
Maharaja
Lübeck
Oltre Mare
Malmö
San Marco
Mendes
Thurn und Taxis
Omaha
Ticket to Ride
Passau
Transeuropa


O primeiro a postar todas as respostas (corretas) na janela de comentários ganha uma viagem com tudo pago (para Grangor). Créditos à organização da FPT pela inspiração para a brincadeira.

bjos

domingo, 22 de outubro de 2006

TOP 5 de 6 ou +

1. Saboteur

Quem é o anão fdp? Vamos desabar essa mina? Olha o Stein dando voltinha? E o Alfredo que vai reto para disfarçar (não sou eu, não sou eu). É isso aí, vamos rir e ferrar um aliado por engano. Menos de 30 min e nos divertimos muito.

2. Elfenland

Viajar se utilizando dos mais bizarros meios de transporte e ainda atrapalhar a rota dos outros príncipes élficos? Está pra mim. Além disso todo o jogo, seu design e história favorecem sobremaneira seu aspecto lúdico. Vale muito a pena.

3. King Me!

Os personagens engraçados é que são a tônica deste jogo. Outro filler que apaixona e que pode ser vítima da maldição da repetição. Uma hora enjoa né?

4. Bang!

É tiro para todo o lado. Com mais gente fica mais díficil saber quem é quem e algumas cartas passam a realmente fazer diferença.

5. The Werewolves in the millers hollow

Como se trata de 6 ou mais, aí entra em cena esse jogo sanguinário da dissimulação. Cuidado, o lobisomen pode estar perto de vc e não acredite na história do giz voando: vc pode linchar um inocente.

TOP 5 de 5

1. Turn the tide

Pelo sistema absolutamente inteligente, pela absoluta simplicidade das regras e pela idéia macabra de jogar bóias para salvar suas ovelhas do afogamento, merece o posto. O que mais gosto é observar como cada jogador se sai com a mão do outro.

2. El Grande

Se é para ser o caos que seja com todo mundo participando. É uma frustração particular que eu só tenha jogado em três. Mas acredito firmemente que este jogo é o fino para 5 pessoas se pegarem a tapa numa mesa. hehehehe Durante o turno de 1 pelo menos 2 xingarão muito, 1 outro talvez seja beneficiado e o último talvez fique ileso. Quem vai saber?

3. Maharaja

Diferente, bonito e também caótico, mas por incrível que pareça muito mais controlado que o El Grande, embora tenha muito mais opções de jogadas para analisar durante o seu turno.

4. Amun-Re

Grande design, múltiplas mecânicas inseridas e desafiante. Prepare para ficar cerca de 2h chicoteando trabalhadores, leiloando terrenos, rezando por cartas e torrando sua grana em pirâmides. Além é claro de agradecer ao grande deus a graça alcançada.

5. Transamérica

Trabalhe para mim outros. Essa é a grande sacada do jogo. Além disso é extremamente rápido, 45 min por partida e os cinco jogam! Facílimo de explicar e de entender.

TOP 5 de 4

1. Hansa

Um dos meus jogos preferidos. Extremamente dinâmico, design limpo e medianamente complicado. É um jogo tático por excelência no qual vc se adapta a situação no exato momento do seu turno. E também é rápido. pouco mais de 1 hora. Ele também funciona de 3 ou 2 pessoas, mas com 4 é a melhor conformação até em termos de desafio. Com menos pessoas fica um pouco mecânico e previsível.

2. Verräter

Duplas uni-vos mas cuidado com o traidor que espreita dentre vós. A tensão sempre presente pela possibilidade do teu parceiro ser um traidor conjugada com a escolha de personagens tornam o jogo apaixonante. Não é a toa que o Faidutti se inspirou neste aqui para fazer o Citadels.

3. Princes of Florence

Para dar graça no leilão é que optei colocá-lo aqui e não na lista de 3. É um autêntico brain burner mas compensa com um design altamente lúdico (o que pode levar a uma quebra na concentração). Uma estimativa conservadora de tempo seria 2h30.

4. Bridges of Shangri-la

Quase nada de regras, visual de quadrinhos, uma enormidade de possibilidades com apenas uma dentre três ações possíveis num turno. O Colovini mandou muito bem aqui. O jogo dura 1h e é rápido. O único momento mais tenso e demorado é durante o set-up, quando os jogadores colocam seus mestres iniciais.

5. Groo

Pelas risadas, pelo caos, por Ruferto...Não preciso dizer mais nada né? Desencane, role os dados e Alea jacta est.

Vou ficar para sempre na dúvida se no lugar dele deveria colocar o San Marco aqui mas tudo bem. Tenho que escolher apenas 5 jogos e esta categoria é a mais angustiante para fazer uma escolha. Outro jogo que gostaria de colocar é Railroad Dice.

TOP 5 de 3

Continuando...

1. Puerto Rico

Embora o jogo funcione bem também com 4 ou 5 jogadores, acredito que esta é a melhor configuração, principalmente na relação tempo x diversão. Além disso, o jogo torna-se extremamente controlado, já que em três é possível definir uma estratégia sem tanta interferência dos outros jogadores.

2. Citadels

Outro jogo que a relação tempo x diversão é a melhor em três. Além do que as escolhas dos personagens são muito mais angustiantes porque vc pensa dobrado, já que escolherá duas vezes!!!

3. In Shadow of the Emperor

Embora só tenha jogado este jogo sempre com três jogadores, imagino que esta seja a melhor configuração porque é a que favorece mais a intriga ao mesmo tempo que não prejudica muito o andamento do jogo porque as alianças são bem claras: o imperador assim como o revoltoso querem o apoio do 3o jogador. Duas horas em média.

4. Indústria

Muita gente tornaria o leilão especial perigoso na minha opinião. Acho que em três é ideal para controlar o jogo, não deixar o leilão caro demais e levar a partida num tempo razoável.

5. Domaine

Aqui ele entrou porque eu gosto muito mas talvez não tenha espaço na lista de 4 :-) Brincadeiras a parte é um jogo que funciona igualmente bem de 3 ou 4 jogadores. Boa dinâmica e o melhor do jogo é calcular os momentos de usar carta ou vendê-la. São as famosas decisões angustiantes que tornam um jogo divertido hehehehe

TOP 5 de 2

Procurando incentivar a cizânia e semear a discórdia, abalar amizades e destruir casamentos, quero voltar ao assunto das famigeradas listas de melhores jogos, mas agora com categorias. A intenção é discutir os cinco melhores jogos a partir do número de jogadores. Vamos começar nos duelos da vida, cara a cara, dois jogadores, Stein x Alfredo (hehehehehe):

1. A Guerra do Anel

Dura cerca de 1h30 a no máximo 2h se ambos os jogadores conhecem bem as regras. Finamente produzido e altamente envolvente. Estratégia tem que ser combinada com a tática. O mundo é esquecido e a Terra Média emerge.

2. Louis XIV

Um xadrez de influência e sorte, para 60 a 90min de diversão. Aliás, dois jogadores é a melhor configuração desse jogo, para três ou quatro há opções melhores.

3. Attika

Jogo rápido, elegante e absolutamente confrontacional. Uma partida pode ter 10 min ou durar no máximo 30 min, cheio de reviravoltas.

4. Rosenkoenig

Jogo abstrato, inteligente e rápido, com altíssima rejogabilidade. É possível jogar três partidas seguidas sem sentir.

5. Comands & Colors: Ancients

Jogo de guerra, cerca de 1h. Na linha do Memoir mas muito mais variado graças à qte de tropas e poderes especiais de cada uma.

Quem me conhece sabe que eu incluiria aqui ainda o Skt Petersburg e o Dynasties, mas paciência. É top five e não ten...

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Farra nerd DESTRÓI a Cidade Maravilhosa



Amigos... É com estupendo deleite que apresento as seguintes fotos do mini-evento obatijolense no Rio de Janeiro, ocorrido ao longo da semana passada (vulga do-saco-cheio), nos arborizados bairros de Copacabana, Botafogo e Humaitá. Os turistas ficaram fantasticados, e os nativos praticamente foram à loucura.
(Fotos tiradas principalmente pelo Gabriel e por mim. Clique nas próprias fotos para ver em tamanho maior. Algumas estão um pouco borradas, mas é artístico.)



Num certo sábado à noite, Aron e Dimitri estão playtestando seu joguinho gay. O Chirol avisa que é hora de jogar um jogo de homem.


E logo o Dimi já está partindo pro El Grande arte, sob os olhares de entusiasmo do público. Solta esses cubos, amiga! Força no castillo!


Método 6-nimmt (vulgo método Tichu, vulgo método Mão-Boba) de embaralhamento de cartas. Esta foto ficou acentuadamente artística.


Apesar do alegre embaralhamento, agora são tempos de crise para os bichinhos chifrudos. Ninguém quer assumir o prejuízo.


Mas o Gabriel APAVORA o puzzle das bruxinhas! Ride that broomstick, colored bitch!


TOC Ticket to Ride.


Ei, esse túnel era meu! Eu e o Dimi competimos pelo árido Leste, enquanto o Gabriel dá voltas pelo resto do mapa.











Marina prestes a fazer um elegante spare... e Achilles com o velho método 'girafa e cassauro na outra mão'.


Enid playtester. The game of the mirror, father, mirror.


Távola Redonda é o meu rabo! Vocês não são páreo para mim, hohoho! Mesmo com a regra errada!


"Pusha, to shintindu que eshe jogu num tem traidor...", diz Gabriel Araujo.


Rápido, tira essa catapulta daí!


Ha! Olha quem estava mexendo o dragão! Traidor infame!
Camelot não resiste às intrigas desse mestre do disfarce. O abalo é tão grande que os paulistas decidem ficar mais uma noite.






Ainda bem que nós tínhamos câmera! Valeu pela hospedagem, diversão e simpatia.
Beijos para todos os nerds.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Como escolher os jogos da sessão? (E um peq com s/ Railroad Dice)

Pra não dizer que não falei das flores, joguei pelo menos dois dias deste mega feriado. Num dia, uma jogatina leve com a Érika, carcassone e cancan. Finalizamos a noite com uma partidinha de Alibi com a Érika, a Dani e a Jéssica.

Daí, separei o domingo para jogar com "o pessoal da FPT" e parabenizar o Eduardo (par da Érica) pelo aniversário. Jogamos o In Shadow of the Emperor, Cartagena, Railroad Dice (comento mais daqui a pouco) e conhecemos o Was Sticht? (SdJ 1994). Nem preciso dizer que o Tola estava presente né?

Na volta, batendo papo com o Tola e o Pedro, discutimos sobre grupos de jogos e o drama para escolher o que pôr sobre a mesa (não consideramos toalhas, xícaras, pratos ou talheres). O Tola acha que o jeito mais fácil é: abrir o armário e cada um indicar algo que não jogaria de jeito nenhum. Desta forma as opções ficam reduzidas e a escolha seria mais fácil.

Não acho que esta seja a solução ideal mas eu tampouco acredito possuir a chave deste enigma ou mesmo a lâmpada a alumiar as cabeças aqui pensantes. Assim, aproveito este foro da criatividade e livre debate para lançar o presente desafio: Como escolher rapidamente os jogos de uma sessão de tabuleiro?

Lançado o desafio e sem que seja necessário atirar as luvas na cara de alguém, passo a comentar a minha grande surpresa deste domingo: o Railroad Dice.


Sim, ó surpresa, o jogo é de dados. Vai entender o Stein...

Bom, qual é a idéia? Adquirir companhias de trens (quadrados com os cubos de uma única cor), por meio da compra de ações (retângulos coloridos) para construir as estações (cubos coloridos) da companhia pertinente nos terrenos (quadrados grandes com os dados brancos).

Os quadrados pequenos com os cubos coloridos são um mini-mapa do jogo. Conforme chego na borda de um quadradão com os trilhos tenho que pegar um novo, então tiro o velho do jogo, devolvo os dados brancos para o supply e coloco os cubos coloridos no mini-mapa, para indicar que naquela região foram construídas as estações correspondentes. Inteligente não?

No final do turno, apenas os controladores das companhias, isto é, aqueles que possuem a maioria das ações da cor correspondente, fazem o número de pontos equivalente à maior sequência de estações daquela companhia (ex.: tenho 3 adjacente e após uma interrupção outras 2, conta, para fins de pontuação, apenas os três). Ao final do jogo, quem tiver mais pontos vence.

Já é tarde e estou com sono, por isso não vou descrever aqui a mecânica do jogo e fazer um resumo das regras, basta dizer que a rolada de dados não é absolutamente decisiva para o seu jogo e aleatoriedade não é preponderante, pois o seu planejamento pode induzir que qualquer rolada torne-se uma boa jogada. Assim, eu gosto de dados!!!!!!!!

Adorei o jogo e já entrou para a minha wish list. Mais um.

abs

Stein

PS> Eu fiquei um pouco incomodado em não falar nada sobre o sistema de jogo e algumas regras, por isso segue um link com um resumo muito bom das regras e do que é o jogo:

http://www.boardgamegeek.com/thread/100790

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Ticket to Portugal

ops.

o Hélio, nosso leitor, foi mais rápido (ou mais impaciente? :P ) que eu:

ele me escreveu há uns dias, pedindo que divulgasse aqui sua versão do Ticket to Ride no mapa de Portugal.

mas nosso conselho editorial andava muito ocupado jogando a Märklin Edition, e o Hélio acabou indicando o endereço para download do TTR-Portugal

http://portugaledition.pt.vu/

num comment logo abaixo.

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mas nem por isso eu ia deixar de postá-lo aqui, com o destaque que merece.

afinal, a versão parece estar muito bem feita, e o Hélio teve vários cuidados para torná-la mais fácil de reproduzir - como ensinar a colar o tabuleiro, e oferecer o mesmo num arquivo dividido em folhas A4, além de escrever as regras em Inglês (se bem que, dado o tema da versão, devia ter deixado ao menos a opção de se ler em Português, não é mesmo? ;) .

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há na verdade dois mapas, um sugerido para menos jogadores e outro - com mais linhas duplas - para jogar com a mesa cheia.

outro ponto a favor da empreitada (como ressaltou o Tola no seu blog) é que o TTR-Portugal usa as regras da, na minha opinião, melhor versão do jogo: TTR-Märklin (com seus passageiros, rotas grandes e pequenas separadas, etc.).

Mas... se não é a Isabel na janela daquele vagão!
E Zorg e Hugo a acenar na plataforma?!

pronto, Hélio, aí está a divulgação pedida.

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e agora me dêem licença, que eu preciso ir ali ouvir a Manuela Azevedo, do Clã, em dueto com a Fernanda Takai, do Pato Fu.

a música? "Boa noite, Brasil"!

:]

sábado, 7 de outubro de 2006

Catan - deck of dice

isto era um reply ao post do Stein logo abaixo. como ficou grande e analítico, posto logo independentemente - não vá o Chirol se queixar novamente :P

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Caro Stein: acho que, com tantos jogos mais caros, esta expansãozinha do Catan não deve ser o que vai lhe tirar o sono...

aliás, essa "expansão" é na verdade um simples sistema de controle de probabilidade, conhecido também como "deck of dice": ao invés de se rolar os dados, sorteam-se cartas de números, que existem em quantidades corrrespondentes à probabilidade de saída de cada resultado nos dados a serem substituídos - caso a distribuição dos resultados obedecesse perfeitamente à essa probabilidade.

um deck desses integra a expansão para 5-6 jogadores do Himalaya, para substituir o d20 no sorteio de quais cidades vão receber produtos/comandas.

agora, enquanto no caso do Himalaya eu até tendo a defender o uso do deck - principalmente porque, com ele, não há o risco de os jogadores serem impedidos de pôr novas estupas, caso as aldeias sorteadas sejam sempre as mesmas - no caso do Catan a idéia já não me parece tão adequada.

parece-me que no Catan a aleatoriedade é um pressuposto do jogo; o cara que tem a vila perto do 12 pode simplesmente dar sorte, e o cara da vila ao lado do 8 estará sempre reclamando que o 8 não sai tanto quanto a matemática prometeu...

com o deck of dice, o número 12 se torna realmente ruim, e o 6, realmente bom - e não apenas provavelmente. isso muda demais o funcinamento do Catan - que é, a meu ver, para o bem e para o mal, um jogo com grande influência da sorte.

além disso, os tais "eventos" embutidos no deck não me parecem melhorar o jogo em nada. o que privilegia quem tiver o maior exército, especialmente, me parece despropositado: os caras implementam o deck para reduzir a aleatoriedade, e incluem um evento que favorece o jogador que deu mais sorte na compra de cartas especiais?!

essa é a lógica dos desenvolvedores do Catan. toda a lógica de dois d6...

cérebro de Klaus Teuber

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por isso tudo, Stein, acho que esse item em particular não vale um pingo de sua angústia :] .

ainda mais que, caso queira experimentar a novidade, você pode reproduzir o deck feito pelo Cacá, linkado lá no comentário.

(aliás, essa é outra diferença entre o deck of dice do Catan e o do Himalaya: o deste último, além de vir na expansão para 5-6 jogadores, está disponível para download gratuito no site da editora. Catanenses mercenários!)

origem

um cara postou este link lá na lista BG-BR:

origem

trata-se de uma empresa/loja que produz jogos e objetos de madeira e metal.

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dentre os muitos jogos, há tradicionais - mas alguns destes bem incomuns, tradicionais de Madagascar ou do Japão, por exemplo - e também alguns criados por eles mesmos.

fiquei curioso. as coisas são bem bonitas:

este chama-se fanorona, é o tal "tradicional de Madagascar"



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claro que também são muito caras; ao que parece, eles se especializam em produzir tiragens limitadas com logomarcas para empresas que queiram dar os jogos/objetos como brinde.

há informação de preços para varejo e atacado, e as descrições dos jogos volta e meia trazem conceitos aplicáveis à vida corporativa, tipo "este jogo ensina quando avançar e recuar na hora certa", etc. (parecem coisas que o seu pai poderia usar no trabalho, Graziela :) .

este é o "cidade medieval",
e parece ser criação deles;
notem o logotipo da telemar :P

aliás, essa associção com outras marcas é uma via de comercialização alternativa que eu acho muito válida de se cogitar.

além disso, os caras também enfatizam características (supostamente) didáticas de alguns jogos, bem como seu aspecto decorativo. e lançaram alguns produtos com temática futebolística, com um selinho safado "Alemanha 2006", algo assim...

malandros, não? estão certíssimos.

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e aí, Mantovani e Gabriel, a loja fica em Ipanema; vamos visitar?

[Mantovani e Gabriel acabam de chegar ao Rio; antevejo muitos jogos e playtestes, ueba! ;]

abraços paratodos.

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EDT: depois li que há lojas também em Belo Horizonte e São Paulo.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Malditos criadores de jogos e seus inventos maravilhosos

Olá a todos!

Após investir na infra-estrutura do apartamento, estava decidido a dar um tempo na aquisição de novos jogos, mesmo porque ainda tenho alguns para estrear (Battle Line, Knights of Charlemagne, O Jogo dos Conquistadores), quando vejo uma novidade.

O pior é que é uma novidade num jog que eu praticamente tinha relegado ao esquecimento...sim, o próprio, Setlers of Catan! Sempre odiei os dados, logo o que os caras fizeram? Lançam um pacote de cartas que substituem os dados!

"deck of dice" para Catan:
distribuição das cartas

Mais detalhes leiam este artigo do Tom Vassel

http://www.boardgamegeek.com/thread/122767

(ps: como crio links? Este endereço simplesmente copiei e colei).

abs

Stein

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[EDT: imagem/legenda. D.]

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

SpielEspaña

hey meninas, não quero botar pilha errada, mas...

...vocês tinham planos de ir à Córdoba? ;]

II Encuentro Nacional de Juegos de Mesa



entre os eventos prometidos, jogatinas, palestras, concursos (tem até um de "foto mais legal do evento"), oficinas, e os seguintes destaques:

- entrega do Premio Juego de Mesa del Año

- um Kniziathon oficial [é exatamente o que parece: um torneio só de jogos do Knizia. cara, tem de ter um desses na próxima FPT! :]

- e uma palestra do Roberto Fraga, autor que certamente estará lá assistindo empolgado ao...
1º Torneo Universal de La Danza de Los Huevos!
[huahauha, notem o universal! :]

e aí? imperdível, não ? :D

ayayayyy

besos.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

SpielBrasil + SpielPortugal

Salve povo.

(Stein, mais uma vez postamos quase simultaneamente :)

este é rápido:

só pra incluir, com muito gosto, dois novos links aí ao lado - e o que é melhor: ambos em Português!

http://www.spielportugal.blogspot.com/


blog de nosso ilustre correspondente Soledade,

e o

http://meuturno.blogspot.com/

recém-inaugurado blog do Fábio Tola, organizador da FPT, mentor da SpielBrasil e etc e tal.

além de resenhas (no SP) e artigos (no MT), temos em ambos o inescapável assunto do momento no mundinho boardgamer: a feira de Essen.

aproveitem lá, e abraços paratodos!

PS: aproveitei pra, como de hábito, ilustrar o post do Stein :]

Groo e outras coisas que perguntaram

Caaaaaaaaaarrrga!

Antes de mais nada, antes de responder qualquer pergunta, deixem-me extravazar aqui a alegria de finalmente ter adquirido, de ter manuseado, de ter olhado uma a uma as cartas, do jogo de cartas mais caótico que já joguei: Groo.

Sim, o bárbaro de Sérgio Aragonès tem uma versão card, com ilustrações impagáveis do próprio Aragonès. A versão completa tem 115 cards (60 do básico mais 55 da expansão), além de 7 dados para aumentar ainda mais o caos do jogo. Agora só preciso arrumar parceiros para as jogatinas.

Bom, passando para assuntos de nível mais coletivo, um gajo de lá perguntou sobre o Magna Grécia.

Trata-se de um bom jogo, mas é necessário estar no espírito e não julgá-lo apenas por uma partida. É muito inteligente e com uma sacada muito legal para as ações. Vamos a ele.

Cada jogador inicia com um número de tiles de cidades e estradas e tem uma cidade inicial localizada nos limites do tabuleiro. Ele deve convergir suas estradas para o centro do tabuleiro, de preferência em direção aos oráculos (os quais são espalhados aleatoriamente pelo tabuleiro durante o set-up).

A cada cidade que ele constrói durante essa caminhada ele pode construir um mercado. A pontuação será dada justamente pela quantidade de cidades que se conectam a este mercado. Ele também pode contruir mercados em cidades fundadas por outros jogadores, mas isso custa dinheiro (que no caso do jogo são pontos).

Para determinar quantas cidades ou estradas se constrói, bem como o número de tiles que podem ser comprados no turno basta se consultar a carta de ação vigente no turno. Cada carta de ação tem 3 ações específicas: a) construir estrada; b) construir cidade; c) comprar tiles de estrada ou cidade. Destas 3 o jogador escolhe 2.

Notem que a cada turno esta carta de ação é trocada, variando-se os números de tiles específicos para cada ação. Exemplo: No turno 1 posso ter uma carta permitindo construir 3 estradas, 2 cidades ou comprar 5 tiles. Já no turno 2, a carta pode ser de construir 2 estradas, 3 cidades ou comprar 2 tiles.

O jogo dura 12 turnos.

Há outros detalhes sobre as regras principalmente no que concerne à pontuação, mas é meio complicado explicar aqui sem copiar literalmente todas as regras. Portanto, não é um jogo fácil, mas é muito inteligente e bem tático. Dura cerca de 2 horas e pode ser jogado de 2 a 4 jogadores (o ideal é 4 - já experimentei nas três configurações 2-3-4). Aí vai depender das características do seu grupo Zorg.

Basicamente é isso.

abs

Stein

sábado, 30 de setembro de 2006

Mais Um






Há dias que nos surpreendem e ontem num dia que não prometia nada pois já passava das 22h e o Manti e o Gabriel só tinham uma hora, resolvemos estrear o Bridges of Shangri-La, do Leo Colovini.

Estava com player-aid para todos, viva o BGG, e após uma rápida leitura deste resumo começamos uma partida, após o set-up e duas rodadas já havíamos pego as regras e depois já estávamos aplicando táticas pró-projetos individuais de vitória, incluindo as inevitáveis sacaneadas em adversários. Todo mundo gostou bastante, conseguimos concluir o jogo na hora que tínhamos.

O jogo tem regras muito simples mas oferece, tal como no Cartagena, uma míriade de possibilidades, tornando-o absurdamente difícil. Notem que o difícil não é o como nem o por que, mas o que escolher, a angústia da decisão é simplesmente inebriante, o que encantou a todos.

Bom, para não ficar apenas no abstrato vamos ao jogo.

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O que é

O tabuleiro é composto por 13 vilas. Cada cidade tem espaço para 7 disciplinas do conhecimento. Cada jogador tem 7 tiles de cada uma das 7 disciplinas. O objetivo é espalhar esses tiles pelo tabuleiro, pois quem tiver mais mestres no tabuleiro vence.

De cada vila partem 4 estradas, nas quais existem pontes. Quando ocorrem jornadas de uma vila para outra as pontes são destruídas. Ou seja, após 4 viagens, a vila fica isolada. Quando esta fica isolada, nada mais pode acontecer ali e uma pedra do sábio é colocada ali.

Ao todo existem 11 pedras do sábio. Quando a última é posta, o jogo acaba e cada jogador verifica a quantidade de mestres que possui.

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O turno

No turno cada jogador possui 3 opções, devendo optar por apenas uma delas:

1. Colocar um mestre - isso significa colocar um tile de determinada disciplina num espaço vazio correspondente numa vila qualquer. (ou seja, só posso colocar o tile do curandeiro, no espaço do curandeiro)

2. Colocar 2 estudantes - Nos lugares onde já tenho mestres posso colocar sobre os respectivos tiles um novo tile que será considerado um estudante. Cada mestre só pode ter um discípulo.

3. Empreender uma jornada - Numa vila qualquer, onde o jogador tenha ao menos um discípulo, será empreendida uma jornada para outra vila que ainda esteja conectada a vila de origem. O detalhe é que todos os discípulos vão juntos, não só os do jogador que decidiu empreender a jornada.

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A jornada

É o grande lance do jogo. Quando vc empreende a jornada vc destrói a ponte utilizada, começando a isolar a vila. Além disso, os discípulos que vão para uma nova vila dependendo da circunstância viram mestres no local de destino (desalojando mestres que estejam ali ou simplesmente ocupando espaços vazios), continuam como discípulos ou somem do mapa, porque não havia espaço para eles.

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Palmas para o Colovini. Jogão.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

F.A.Q. para o S.A.C. obatijolo

é uma questão de estatística:

se apenas UM leitor nos escreveu perguntando algo, logo, esse algo foi perguntado por 100% dos leitores que algo perguntaram - cabendo portanto, perfeitamente, a classificação como F.A.Q. (perguntas freqüentes, antes que alguém pergunte!).

faz sentido, não?

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ocorre que recebi um simpático email do leitor-visitante Fernando, que após jogar sua primeira partida de Catan, chegou à nossa tijolada, e queria saber como conseguir mais do mesmo.

sim: ao que parece, já foi acometido do vício, o pobre. mais um... :P

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enquanto crescia a loonga resposta que dei ao caro Fernando, aumentava em mim também a convicção de que devia postar a tal resposta aqui. como ele, podem vir outros - e sabe-se lá se eu teria ganas de digitar tudo aquilo de novo!

assim sendo, como os colegas mais atentos já devem ter imaginado, lá vai outro pos recauchutado de um email; parece que estou me especializando...

abraços - e por favor acrescentem mais informações que julguem pertinentes para o intrépido novato!

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Salve Fernando, tudo bom?

bem, cara, usando um velho lugar-comum, eu tenho boas e más notícias pra você.

antes de mais nada, te aviso que jogos de tabuleiro viciam rrrs.

quero dizer, na verdade eu acho jogar um hábito muito positivo, recomendo mesmo!

só que, pessoalmente , não acho que todo mundo lide com isso numa boa. há quem fique obcecado e trate a coisa de maneira compulsiva - especialmente no que diz respeito a compra e posse de jogos.

eu tento ter sempre em mente que um dos aspectos mais legais de se jogar jogos de tabuleiro é o fato de ser uma atividade coletiva. o próprio obatijolo foi criado com esse espírito, e hoje fico feliz de ver que ele serve pra aproximar não só o grupo de amigos do eixo Rio-SP que o iniciou, mas um monte de gente que freqüenta e já é co-proprietário do espaço.

por isso, acredito também que não é necessário comprar infinitos jogos. nem mesmo é inteligente - porque você não vai conseguir jogar tanto assim!

o ideal é juntar um grupo e, cada um comprando de vez em quando um novo jogo, ir formando uma ludoteca variada e coletiva.

(reitero: essa é a minha opinião! se bem que o Stein postou sobre isso recentemente, e o Zorg logo fez côro.)

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ok, depois de te impingir essa digressão sócio-psicológica levemente comunista, vou tentar responder às suas perguntas :P

como você supôs, não é muito fácil obter os jogos diretamente aqui no Brasil.

não sei se o Catan que você jogou era em Português; se sim, a origem provável dele é a Devir - loja de RPG e Gibis aí de SP, que está timidamente entrando no mercado com uns poucos jogos. poucos, porém bons, visto que eles só apostaram em títulos consagrados.

os jogos que eles têm são estes: http://www.devir.com.br/estrategia/index.php (se você não conhece, recomendo o carcassone)

e o endereço da loja é este: http://www.devir.com.br/devir_mapa.php .

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fora isso, o "caminho das pedras" é mais ou menos o seguinte:

1. importar coisas de sites estrangeiros, ou através de amáveis amigos/conhecidos/parentes que possam trazer jogos do exterior (EUA e Alemanha são os países onde há maior oferta, mas em geral dá pra achar em outras capitais européias também).

agora, os jogos são mesmo caros, ou acabam ficando - porque sim, como você também supôs, é preciso pagar o envio e, freqüentemente, uma taxa pesada de importação (depende de dar azar e a carga ficar retida na polícia federal. se tiver alguém pra te enviar jogos do exterior pelo correio, peça para que marquem a encomenda como "gift"; segundo me consta, isso no mínimo aumenta a possibilidade de não-taxação).

2. a dica mais importante mesmo é: entre em contato com o pessoal que já joga, e já tem jogos, aí em SP.

o pessoal costuma ser receptivo com gente nova interessada em jogos e, se você não for um mala sem alça (não me pareceu, mas bem, eu tive poucos dados pra avaliar rrrrs), não deve ser difícil descolar companhia pra algumas jogatinas.

no mínimo, você pode se informar sobre os jogos, saber dos tipos que existem, descobrir quais você gosta mais, etc.

isso é indispensável pra tentar assegurar que você invista seu rico dinheiro em jogos que você realmente goste, depois.

3. alás, falando em se informar, se você fala inglês, prepare-se para mais informações sobre jogos do que você vai poder ler em uma vida:

www.boardgamegeek.com

esse é o site sobre jogos de tabuleiro. se inscreva lá e se perca pelos links; em pouco tempo você já vai estar sabendo bastante do assunto... fora que no bgg você pode consultar tudo sobre um jogo - regras, imagens, opiniões diversas - antes de comprá-lo.

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falando ou não inglês, há dois yahoogroups brasileiros -

http://groups.yahoo.com/group/tabuleiro/ e
http://br.groups.yahoo.com/group/BoardGamers-BR/

aos quais você pode se filiar, pra fazer contato com outros jogadores. te asseguro que lá tem gente que saca muito mais que eu :]

aliás, ainda em Português - e da melhor qualidade :] - há o

http://jogosdetabuleiro.blogspot.com

blog dos nossos camaradas portugueses Zorg e Hugo, no qual esses dois e o Soledade fazem ótimas resenhas e session reports (descrições de partidas, arte na qual Zorg busca atingir a perfeição).

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finalmente - mas isso requer um pouco mais de empenho - tem o bsw

www.brettspielwelt.de

sensacional site alemão que teve a brilhante idéia de reunir versões on-line de diversos joguinhos. as companhias pagam pros caras, a gente joga online de graça, e depois compra os jogos de verdade das companhias; todo mundo fica feliz!

o único problema é que o bsw é um mundinho meio cruel pro iniciante, requer paciência - e normalmente, não da sua parte rrrrs.

se resolver se arriscar, procure nos arquivos do obatijolo um looongo post que o Mantovani, o outro administrador do oba, fez há tempos, detalhando as manhas do bsw.

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ah, e mais finalmente ainda, se estiver muito seco pra jogar outra coisa, vá até a loja de brinquedos mais próxima, e adquira um jogo chamado "pague pra ver".

deve estar na prateleira mais infantil, porque tem ilustrações cretinas de animais da fazenda, e os caras da loja não manjam nada de jogos; mas se trata do kuh handel, o mais famoso jogo alemão de leilão, um dos raros jogos modernos a ser publicado aqui - provavelmente porque é só de cartas, então a produção saía barata.

o jogo é muito divertido e ágil, e serve pra 3 a 5 pessoas. comprei o meu por 21 reais.

(ah! cuidado com as regras, elas não estão muito claras; aliás, enganos com as regras fazem parte do cotidiano de quem joga, prepare-se :)

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bem, cara, acho que é isso.

se quiser saber mais coisas, pode perguntar direto lá nos comments do oba, porque o coletivo sabe mais e é mais ágil do que eu sozinho.

aliás, vou postar este email lá; assim, já fica uma referência se mais alguém vier perguntar essas coisas! ;]

abraço e bons jogos.

D.

PS: dê uma olhada nos links aí ao lado (já estou escrevendo como se estivesse no blog). além de alguns dos que mencionei acima, acho que o principal é a Ludothèque Ideale do Bruno Faidutti (em francês e inglês); ele é o autor de vários jogos famosos, como o Citadels, e escreve textos bem claros e interessantes sobre jogos, mecânicas, etc.

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PS2 (este não tinha no email): nem mencionei sites de compras, porque qualquer um dos demais membros é mais indicado que eu para fazê-lo (visto que eu nunca encomendei nenhum joguinho por essa via).

Game partners

Quando vi essa imagem no bgg, pensei na hora no Chirol e não pude deixar de postar algo aqui no blog. Para não dizer que foi algo inútil, lanço então uma pesquisa:

Quais são as 3 qualidades que você mais aprecia num parceiro de jogo?

Sem pensar listo rapidez, inteligência e bom-humor.

abs

Stein

terça-feira, 26 de setembro de 2006

A volta dos que não foram!


E contraponto ao post anterior, onde discutimos os impulsos pequeno-burgueses-consumistas (ou como diria uma conhecida minha, micro-burgueses) dos jogos de tabuleiro, uma das coisas mais legais é redescobrir um jogo que tinhamos gasto uma certa nota e parecia enfadonho, mas que na verdade é bem legal! O jogo em questão é o Tigris & Euphrates cardgame.

Tudo começou há uns 8 meses atrás, quando meu caro colega Dimitri chegou da Europa com uma das malas abarrotada de jogos. Um deles era encomenda das suas caras amigas Bel e Tania (mais popularmente conhecida como "Danada" em Portugal), e se chamava Tigris & Euphrates, considerado a obra-prima de Reiner Knizia e segundo colocado do ranking do BGG. Só que nosso caro amigo, ainda recém saído do cueiro em relação aos jogos de tabuleiro, comprou por engano o cardsgame do jogo. Testamos o jogo (com infinitas regras erradas, como de costume), achamos meio sem sentido, meio chato, e desistimos dele. E quando alguém sugeria o jogo, logo era rechaçado como se tivesse sugerido uma partidinha de banco imobiliário. E assim foi por muito tempo...

Até que um dia, no 1o encontro obatijolístico, Daniel Stein nos apresentou a versão original do jogo, da qual gostei muito! Dimitri também testou o tabuleiro e gostou, tornou-se um viciado na versão online (acho que só ele e o manti frequentam aquele site de jogos onde se acha o Tigris), e a Tania retestou a versão cards com as regras certas! Estava decidido, vamos dar uma nova chance ao jogo...

e ele é MUITO legal!! Jogamos (eu, Dimitri, Bel e Tania) no sábado duas partidas seguidas (coisa rara com a quantidade de jogos que temos a disposição) do Tigris de cartas e foi uma excelente jogatina! O Jogo fez sentido, começou-se a esboçar algumas estratégias e táticas, houve tensão, enfim, tudo que um bom viciado em jogos precisa! Acho que só a Bel não gostou, mas porque estava com dor de cabeça (eu acho...). Grande redescoberta nossa, e o melhor: o dinheiro das meninas não foi gasto a toa! Demorou "apenas" oito meses para descobrirmos um joguinho legal que estava nas nossas fuças!

Mais um jogo para ficarmos em dúvida para decidir o que jogar...

abs

domingo, 24 de setembro de 2006

Ascenção e queda do Império de Catan

Lendo o mea culpa de nosso "mentiroso" humdeabril e também lendo os comentários de uma geek lista acerca de jogos "que tenho mas não deveria ter comprado" comecei a pensar sobre o negro sentimento do arrependimento, cujos efeitos mais latentes são os galos na cabeça e as consultas frequentes ao saldo de sua conta bancária.

Mas o que levaria a essa sensação de arrempedimento? A mesma poderia ter sido evitada? Como se desenvolve essa relação de frustração e amargura? Como a expectativa e posterior alegria de rasgar um plástico se transformam no amargo exílio dos esquecidos, relegados ao canto do armário, servindo como suporte de outros jogos de melhor sorte? Como evitar essa triste sina?

Já que estamos no meio de uma madrugada, vou listar comentários sem qualquer coerência entre os mesmos, não farei um texto fluente ou ao menos didático. Ele será tão errático quanto a maré dançante dos meus pensamentos divagando entre a obrigação de dormir, trabalhos por realizar e a vontade de conversar sobre um dos meus passatempos prediletos.

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Impulso consumista

Às vezes uma capa bonita, um tema de nosso interesse, uma grande promoção ou mesmo uma oportunidade, mas nenhuma informação do jogo. Neste caso, não há muito o que dizer, impulsos podem ser controlados mas aqui confesso que peco pela gula e talvez minha expiação seja aturar o jogo ocupando espaço de outros.

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As aparências enganam

Jogo jogado uma vez, autor conhecido, ambiente agradável, tudo conspira para uma compra (a noiva de branco, sorridente, clima de festa...qualquer semelhança é mera coincidência). Então, vem o dia-a-dia, ou a jogatina do sábado ou domingo e logo tudo muda.

O fato é que uma partida não diz muito sobre um jogo principalmente se admitir variedade no número de participantes. Além disso, influenciado por fatores extra jogo, seu julgamento não é muitas vezes objetivo.

Quase desnecessário, mas todo mundo erra, inclusive o Knizia. Ou todo mundo precisa de dinheiro, inclusive o Knizia. Premido pela pressa da produção ou pelo vencimento das dívidas não acredito que o Knizia acerte sempre, então cuidado.

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Se melhorar estraga

Novamente um bordão, clichê e a gasta sabedoria popular: tudo o que vem em excesso faz mal. Bons jogos podem se desgastar pela repetição e neste grupo incluo atualmente o Settlers of Catan e o Kingdoms. Por isso, se vc tem uma coleção variada procure exercitá-la. Dê chances para todos.

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A conclusão é algo que já se comentou aqui no grupo: leia o máximo possível sobre o jogo, dispute partidas on-line, converse com outras pessoas, jogue com pessoas diferentes fora do seu grupo para avaliar as possibilidades, enfim, tudo isso conduzirá a uma compra relativamente segura.

Agora, algo que não temos empregado muito, talvez pelo tamanho reduzido do mercado, é o escambo. Uma tentativa tímida aguarda, inclusive, o seu desfecho (Manti, vamos fechar o negócio Hera & Zeus x Roma?).

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Enfim, acho que abusei de um monte de lugares comuns (filme argentino muito bom aliás), mas o intuito era incentivar novos comentários sobre esse passatempo comum a todos.

abs

Stein

terça-feira, 19 de setembro de 2006

ok knizia

salve tijoleiros e cia.


novamente me valendo de um texto reaproveitado (ê preguiça), transcrevo aqui parte de um email (geekmail, na verdade, o email interno do boardgamegeek) que enviei pro Chirol há pouco.

trata de um afamado jogo que conheci recentemente e com o qual não tinha me empolgado muito.

todavia, como sou um gajo modesto e humilde (quase tanto quanto o zorg) - e talvez ainda por ser flamenguista, a despeito de ter nascido botafoguense - não tenho pudores em admitir que mudei de opinião e acho agora o jogo realmente acima da média.

lá vai o excerto do meu email-capitulação:

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(...) a mais recente "descoberta da pólvora" minha e do Mantovani é... o Trigris e Euphrates!

jogamos 3 partidas e meia hoje online (na parada nova e meio ruim de jogos online que o Gabriel achou), e ficamos comentando como o jogo era inteligente e variado. cada partida foi muito diferente da outra.



além disso, o jogo é tb muito diferente dos dois outros que disputam a ponta do ranking do bgg; ao contrário de puerto e caylus, o tigris não é um jogo de construção progressiva e gerenciamento, nem tem muitas peças diferentes com poderes diferentes.

nesse sentido, é um jogo até mais "tradicional", próximo dos jogos de estratégia abstrata como xadrez ou damas: todo mundo tem peças iguais, não há "evoluções", "combos", superpoderes em geral. os recursos de cada um estão à vista e são idênticos para todos - exceto pelos tiles sorteados, que ajudam a renovar o jogo partida a partida, além de manter o suspense e alguma imprevisibilidade na hora das batalhas.

finalmente, o jogo tem outra característica que eu aprecio bastante: não só permite, mas pressupõe uma interação muito direta entre os jogadores. o recurso de forçar uma batalha entre seus adversários, sem participar diretamente dela, é muito legal e nos rendeu muitas risadas hoje.

resumo da ópera: dou o braço a torcer, e vou já incluir na minha wishlist.

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é isso aí, amigos: Tigris e Euphrates (vice-versa) é um grande jogo.

assim como grande é o homem que não se acanha em transigir.

e meus cumprimentos a quem percebeu a coisa mais depressa que eu... :P

abraços paratodos!

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Proposta

Tenho uma proposta para fazer aos amigos d'além mar e d'além Dutra. Que tal uma pequena jogatana no BSW? Temos skype e poderíamos nos comunicar dessa forma. Bom, tenho apenas até o dia mais importante do ano, quer dizer, o dia 25 para fazermos isso. Depois, se tudo der certo, se o tempo (e meus companheiros de viagem) permitir, espero participar de uma legítima jogatana em plena terrinha. O BSW seria um warm up. Alguém se habilita? Podemos jogar 6nimmt, citadels, transamerica, piranha pedro entre outros joguinhos para muita gente.

Bom, é só uma sugestão.
Bj